
O encontro do senador Flávio Bolsonaro com o ministro Alexandre de Moraes foi determinante para que o STF passe a considerar, pela primeira vez, o retorno da prisão domiciliar a Jair Bolsonaro. O gesto do pré-candidato à Presidência, ao fazer o pedido pessoalmente, foi visto por Moraes como um sinal de deferência institucional, segundo interlocutores do magistrado.
Somado ao fator político, o componente de saúde pesa na balança: o quadro de Jair Bolsonaro piorou nos últimos meses. Esses dois elementos levaram Moraes a solicitar um parecer da Procuradoria-Geral da República sobre a possibilidade de prisão domiciliar ao ex-presidente. Até então, o fato de Jair Bolsonaro ter violado a tornozeleira eletrônica era visto como um impeditivo intransponível pela Corte, que receava que o episódio voltasse a ocorrer.
Como mostrou a coluna, Alexandre de Moraes avalia que Flávio tem tido uma atuação “moderada”, que difere da postura mais bélica que marcou a trajetória política do pai. A pessoas próximas, o ministro chegou a confidenciar que o parlamentar “cumpre” combinados.
Jair Bolsonaro permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Embora tenha apresentado melhora nos marcadores inflamatórios e esteja recebendo fisioterapia respiratória, o comprometimento do pulmão esquerdo ainda requer especial atenção, de acordo com o último boletim médico.
Internação de Bolsonaro
Bolsonaro foi internado às pressas no último dia 13, após sofrer uma queda acentuada na saturação de oxigênio. Os exames confirmaram uma broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões, com origem aspirativa — causada pela entrada de conteúdo gástrico nas vias respiratórias.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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