Chega de trumpadas
A bola da vez veio a ser Cuba, e a próxima, qual será?
O presidente Donald Trump, dos EUA, neste seu 2º mandato, chegou pronto e preparado, diria até, firmemente determinado a mandar no mundo, e com o seu tarifaço, a primeira das suas mais estupefacientes ações, e em escala mundial, explicitou o seu mandonismo.
Ninguém imaginava que o lema central de sua campanha, “A América em Primeiro Lugar”, viesse a focar tão somente nos interesses dos EUA, ainda que em prejuízo das nações aliadas. O México e o Canadá, seus vizinhos territoriais e longevos aliados, jamais imaginaram que se tornariam vítimas das suas inconsequentes prepotências.
A propósito, embora recorrentemente revistos e reavaliados, sobretudo pelos prejuízos causados aos próprios EUA, o seu tarifaço, na sua versão original, já tenha sido alterado e se tornado menos indigesto.
Como se tivesse sido eleito para mandar no mundo, e não apenas nos EUA, Donald Trump, em princípio, pretendeu retomar o controle do Canal do Panamá, da Groenlândia, fazer do Canadá a 51ª unidade da federação dos EUA, fazer da Faixa de Gaza um balneário de luxo e da Venezuela o que acabou fazendo.
A própria Europa que, no decorrer da 2ª Guerra Mundial e ao seu final, havia se tornado uma aliada incondicional dos próprios EUA, sequer está sendo poupada das suas ameaças. Daí encontrar-se cercada de múltiplas preocupações; afinal de contas, a “America First” vem se revelando contrária aos interesses dos 50 países que a compõem.
Por sua vez a China, contra quem os EUA irão enfrentar-se na busca pela hegemonia mundial, a seu jeito e modo, vem se espraiando mundo afora e compondo novas parcerias, a ponto de já se fazer presente em vários países do nosso continente americano, entre os quais, o nosso país.
Como assim, se a China é comunista e avessa ao capitalismo? A explicação é bastante simples e fácil: em suas transações comerciais, notadamente de produtos derivados da nossa pujante agropecuária, as nossas receitas superam, muitas vezes, as dos EUA.
E a Rússia? Não tão fortalecida quanto quando era chamada de URSS, mas dado o seu extraordinário arsenal atômico, em se tratando de guerra continua sendo respeitadíssima, até mesmo quando faz o que vem fazendo com a pobre coitada Ucrânia. Em se tratando de guerras, Vladimir Putin e Donald Trump se assemelham, não nos seus acertos, e sim, nos seus recorrentes erros.
Se não existem guerras boas e a pior paz é sempre melhor, infelizmente, enquanto existirem chefes de Estado do tipo: Donald Trump, Vladimir Putin, Benjamin Netanyahu, as piores guerras continuarão a ser trocadas pelas melhores pazes.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas


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