Ela está aqui, sim!
Antes de continuarmos o nosso encontro diário, o redator vem a público pedir desculpas à ex-deputada e médica, Jéssica Sales, que teve seu nome envolvido numa informação falsa. Jéssica reside em Rio Branco e trabalha no Hospital Santa Juliana. A coluna trabalha com informações de fontes, mas essa não foi confiável e já sai da lista de boa informação. À bela e simpática médica, nossas desculpas.
Desafio
Thor Dantas vai ter um desafio gigantesco nessa campanha: mostrar ao eleitor que tem luz própria e fazer isto sem desrespeitar a liderança de Jorge Viana. Goste-se ou não, Jorge Viana tem um legado que precisa ser respeitado. Embora erre também. Errou, por exemplo, em mentir no Bar do Vaz ao relativizar a polarização “esquerda” e “direita”. O que é pior: Jorge calcula ao agir assim. Quer transmitir uma ideia superada de “moderação” e “equilíbrio”.
E aí?
Essa dualidade política nunca esteve tão viva. Não apenas no Brasil. A falsa impressão que se quer construir em nome de um suposto “progresso pelo bem do Acre” não pode acontecer negando as contradições postas e construídas pelos próprios atores políticos. Como Thor Dantas irá dizer o que tem que ser dito, sem melindrar vaidades, isto não se sabe ainda.
Perdas no ninho tucano
Com o PSDB sob o comando de Bocalom no Acre, quem sai politicamente enfraquecido é o senador Alan Rick, que contava com o apoio do chamado “ninho tucano” em seu projeto. Nos últimos meses, Rick também perdeu o MDB em sua articulação partidária. A disputa se estreita, e o parlamentar ainda busca ampliar sua base de alianças para sustentar o favoritismo que apresenta nas pesquisas.
Para onde
Uma pergunta que não quer calar é: para onde vai o deputado estadual Luiz Gonzaga com a chegada de Bocalom ao PSDB? Permanece no ninho tucano?

Saneamento
Alan Rick está em ritmo de governador: articulando-se com a colega de Senado e ex-ministra Teresa Cristina em Campo Grande; falando com Roberto Perosa, da Associação Brasileiras das Indústrias Exportadoras de Carne, para trazer mais indústrias para o Acre e com o saneamento na ponta da língua. “Só eu falo disso”, orgulha-se. Depois de muitos dados, lembra que foi o “Senador Amigo do Saneamento”, prêmio conferido pela ABCON.
Concessão
A Associação Brasileira das Empresas de Saneamento, que concede a honraria pela agenda parlamentar associada ao saneamento básico, é uma entusiasta do processo de concessão da execução da política de saneamento à iniciativa privada. “Precisamos mudar a realidade do saneamento básico no nosso Acre. Não dá para ficar como estamos”, indigna-se o parlamentar.
Ainda
A entrevista do Bar do Vaz com Jorge Viana ainda continua rendendo. O pré-candidato ao Governo do Acre pelo PCB, Eudo Rafael, não perdeu a oportunidade de tratar das impressões sobre o que viu na conversa. E destacou o personalismo de Jorge Viana.
Direita x Esquerda
Na opinião do pré-candidato comunista, “em decorrência desse personalismo, ele deixou claro que não tá candidato pela esquerda, tá candidato pelo “Lula” e pelo “Acre”, como se não houvesse espaço para debater alternativas políticas de enfrentamento ao sistema e sobraria apenas a boa gestão, humanística para melhorar as condições do Acre”.
Eleições
A volta de Jorge Viana e a entrada de Tião Bocalom ampliam a fragmentação. Múltiplas candidaturas elevam incerteza e aumentam custo político. Segundo turno tende a ser inevitável para governador e aí é que Mailza Assis entra na disputa.

Estratégia em jogo
Nos bastidores, a avaliação é de que a filiação do prefeito Tião Bocalom ao PSDB não ocorreu por mero gesto de apoio ao gestor municipal, mas como parte de uma estratégia mais ampla, que contou com o apoio de lideranças políticas ligadas à vice-governadora Mailza, como o senador Marcio Bittar (PL), pré-candidato à reeleição.
Chance de segundo turno
Com Bocalom no páreo, a tendência é de que a disputa estadual caminhe, provavelmente, para um segundo turno. Sem ele na corrida, o cenário seria mais imprevisível, com chances reais tanto para Alan Rick quanto para Mailza, adversários diretos. A entrada do prefeito na disputa muda o equilíbrio de forças e redefine cálculos eleitorais que podem alterar o resultado final da eleição de governador.
Até Eduardo
Entre as pedradas e fuxicadas dadas à Calixto, vem lá do parlamento um elogio de um deputado rebelde. “Calixto sempre tratou os deputados da base com muita atenção e com muita lealdade. Digo isso, sendo justo”, lembra Ribeiro. E fecha a conversa dizendo: “eu nunca tive problemas com Calixto”.
Lógica
Por uma questão de lógica: se a relação do articulador político do Governo com Eduardo Ribeiro sempre foi neste nível, houve alguma insatisfação do parlamentar com alguém? Também por lógica: essa insatisfação, obrigatoriamente, tem que ser com alguém acima de Calixto. Sei não, óh, Arnaldo.
Previdência
A ação do Ministério Público Federal expõe falhas estruturais graves nos prédios e no atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social no Acre, com risco direto a milhares de usuários. Sem reforma, o custo social tende a crescer. Judicialização vira regra, não exceção.
Vem Boi…
Uma saída paliativa
Convocações emergenciais indicam déficit estrutural de professores, sobretudo no campo. Contratos temporários resolvem o imediato, mas não atacam o problema crônico. Rotatividade segue alta e impacta a qualidade.
Sangue
A criação do Mês do Servidor Doador tenta resolver gargalo recorrente nos estoques de sangue no Acre. Sem incentivo financeiro, aposta na adesão voluntária. Resta saber se mobilização compensa a baixa histórica nas doações.
Nem tão global…
Estão dizendo por aí que o secretário de Turismo e Tecnologia de Rio Branco, coronel Ezequiel Bino, está ficando cada vez mais parecido com o apresentador global Serginho Groisman. Mas para virar um sósia do apresentador global, o militar tem que chamuscar o cabelo de branco e colocar preenchimento nos beiços e colocá-lo para sorrir!

Patrimônio
Os R$ 3,8 milhões destinados ao Palácio Rio Branco reforçam uso político de obras simbólicas. E até que ficou bom… Preservação histórica é relevante, mas disputa narrativa também pesa. Investimento cultural vira ativo eleitoral -ou não, seu Minoru?
Gestão
A insistência do poder público em soluções reativas — convocações, decretos, ações judiciais — mostra ausência de planejamento de longo prazo. Políticas seguem fragmentadas. Resultado: custo maior e eficiência menor.
Escondendo
No material oficial de divulgação do Viaduto Mamédio Bittar, o site da Prefeitura de Rio Branco informa que “a obra foi orçada com um investimento total de cerca de R$ 28 milhões, com articulação federal”. Esse “com articulação federal” esconde muita mágoa.
Endividamento
Estágio
Novos valores de bolsas de estudo — até R$ 1.2 mil — ampliam atratividade no setor público do Acre, mas ainda ficam abaixo do setor privado em alguns casos. Padronização reduz distorções internas. Impacto orçamentário deve crescer.
Renda
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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