Humanos e primatas compartilham gosto musical, aponta estudo

Grady Coppell
macaco / fone de ouvido

Uma nova pesquisa científica sugere que humanos e outros animais — incluindo primatas — podem ter mais em comum do que se imaginava quando o assunto é música. Segundo o estudo, nossas preferências podem ter raízes evolutivas profundas, compartilhadas com diferentes espécies ao longo da história.

O trabalho mostrou que humanos tendem a preferir os mesmos tipos de sons que outros animais escolhem entre si, especialmente em contextos ligados à comunicação e ao acasalamento. Isso indica que o que consideramos “agradável” ao ouvir música pode não ser apenas cultural, mas também biológico.

Jovem asiática com os olhos fechados, ouvindo música com fones de ouvido sem fio no trem. Metrópoles
Segundo o estudo, nossas preferências podem ter raízes evolutivas profundas, compartilhadas com diferentes espécies ao longo da história

Um dos pontos que mais chamou atenção foi a preferência por sons mais graves e com variações acústicas específicas, como trilhos e repetições. Esses elementos também são valorizados por animais em seus próprios sistemas de comunicação, o que reforça a ideia de que existe uma base comum na forma como diferentes espécies percebem o som.

A pesquisa dialoga diretamente com uma hipótese antiga de Charles Darwin, que sugere que humanos e animais compartilham um “gosto pelo belo”. Agora, com evidências experimentais, cientistas apontam que essa percepção pode estar ligada a mecanismos sensoriais semelhantes entre as espécies.

Foto colorida de macaco na natureza comendo banana silvestre - Os macacos comem banana na natureza? Saiba qual a dieta desses animais - Metrópoles
A banana silvestre, própria para o consumo dos macacos, são raras e abundantes só em algumas regiões do mundo

Além de ajudar a entender a origem da música, os resultados também levantam novas questões sobre como o cérebro humano evoluiu para processar sons. Se parte do que consideramos música tem raízes biológicas, isso pode explicar por que certos ritmos e padrões sonoros agradam pessoas de diferentes culturas.

No fim, o estudo reforça uma ideia provocadora: o gosto musical pode não ser exclusivamente humano — e talvez tenha começado muito antes de qualquer instrumento existir.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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