Os dois fatores que mais pesaram na desistência de Ratinho Jr.

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Governador do PR, Ratinho Jr.

Dois motivos principais levaram o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), a desistir da pré-candidatura ao Palácio do Planalto e a decidir concluir seu mandato à frente do governo estadual.

O primeiro deles foi a resistência da família. Segundo aliados, o apresentador do SBT, Ratinho, pai do governador, sempre foi contra uma candidatura presidencial do filho nas eleições de 2026.

O apresentador externou sua posição a pelo menos dois políticos com os quais a coluna conversou. O temor era de que a candidatura expusesse os negócios de Ratinho e da família de forma negativa.

O segundo fator que pesou na decisão do governador foi a sua própria sucessão. Ratinho Jr., que não pode tentar a reeleição, enfrenta um cenário difícil para emplacar seu sucessor.

A situação piorou na semana passada, quando o senador Sergio Moro, líder das pesquisas ao governo do Paraná, fez um acordo para disputar o pleito pelo PL com apoio de Flávio Bolsonaro.

Ratinho Jr., então, decidiu permanecer no governo para manter as rédeas da sucessão, usando a máquina estadual em seu favor, algo que não teria se renunciasse ao cargo.

Se Ratinho deixasse o governo até 4 de abril, quem assumiria o estado seria o vice-governador Darci Piana, de 84 anos. A avaliação de Ratinho, porém, foi de que o vice não teria pulso para conduzir a sucessão.

O governador ainda não bateu o martelo sobre quem lançará como candidato. Os mais cotados hoje são Guto Silva, secretário das Cidades, ou Alexandre Curi, presidente da Assembleia.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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