O "batalhão" de PMs e o forte esquema que cerca Bolsonaro no hospital

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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A estrutura de segurança montada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para acompanhar de perto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue um protocolo rigoroso, com presença permanente de militares e escalas adaptadas à ausência de estrutura de descanso no local.

A coluna Na Mira apurou que a vigilância é realizada de forma ininterrupta no Hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado. O esquema prevê a presença fixa de um tenente a cada 12 horas, responsável pelo comando da operação no local. Além disso, atuam três praças durante o período diurno e outros três durante a noite, garantindo cobertura total ao longo das 24 horas.

Devido à inexistência de espaço adequado para repouso dos policiais dentro da unidade hospitalar, não há escalas de 24 horas. O modelo adotado divide o serviço em turnos de 12 horas, tanto de dia quanto à noite, permitindo a continuidade da segurança sem comprometer as condições de trabalho dos policiais. Enquanto isso, no batalhão de origem dos policiais destacados — a Papudinha — a rotina segue normalmente, sem alterações significativas na distribuição geral do efetivo.

Situação clínica e desdobramentos

O ex-presidente deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no início da noite dessa segunda-feira (23/3) e foi transferido para um quarto da unidade hospitalar. De acordo com fontes da equipe médica, ele seguirá internado ao menos até quarta-feira (25/3), dando continuidade ao tratamento com antibióticos.

Mais cedo, boletim médico já indicava evolução positiva no quadro clínico, com previsão de saída da UTI em até 24 horas. Na semana anterior, Bolsonaro havia sido incluído em protocolo de cuidados semi-intensivos, embora ainda permanecesse na UTI.

No campo jurídico, a Procuradoria-Geral da República emitiu parecer favorável à transferência do ex-presidente para prisão domiciliar. A decisão final caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Aliados de Bolsonaro

Aliados do ex-mandatário acreditam que a autorização para que ele cumpra a medida em casa pode ocorrer ainda nesta semana. Na última semana, o hospital havia informado ao STF que Bolsonaro precisaria permanecer internado por pelo menos 14 dias, contados a partir de sua internação, em 13 de março.

Mesmo com a melhora clínica, a segurança permanece em nível elevado. A presença contínua de oficiais e praças dentro do hospital demonstra a preocupação das autoridades com a integridade física do ex-presidente, mantendo um esquema semelhante ao aplicado em situações de custódia hospitalar de alta relevância.

A operação segue sem previsão de redução enquanto Bolsonaro permanecer internado.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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