De "novo" e "moderado" Flávio Bolsonaro não tem nada

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Flávio Bolsonaro resolveu viajar. Foi ao Norte, para o Nordeste e, entre uma agenda e outra, arriscou dancinhas em palanques de Natal e João Pessoa ao som de jingles que o exaltam como o “novo capitão” e o “legado”.

O roteiro é claro: o marketing do PL, sob a batuta de Valdemar Costa Neto, quer descolar a imagem do senador do sobrenome que carrega. Agora, ele deve ser chamado apenas de “Flávio”.

A estratégia tenta esconder o que o nome Bolsonaro evoca (o verdadeiro legado): a memória da pandemia, o isolamento internacional e, principalmente, as digitais no 8 de janeiro. Querem vender um Flávio “ponderado”, a versão civilizada da família. Mas o figurino não serve. Por trás dos sorrisos e dos clichês de direita, o que se vê é o mesmo apoio ao retrocesso.

Flávio nunca desestimulou as aventuras golpistas do pai. Pelo contrário, segue tratando a tentativa de derrubada da democracia como um “suposto golpe” e uma perseguição – em alguns casos religiosa (ora, vejam!) e já anuncia: se eleito, dará indulto a Jair Bolsonaro. E se o Supremo Tribunal Federal disser que é inconstitucional? Nada indica que ficaremos livres de um confronto. É a moderação de quem só aceita a lei quando ela lhe convém.

A “vida boa” de candidato itinerante, porém, tem prazo de validade. Quando a campanha de fato começar e a novidade da sua candidatura amornar, o senador terá de mostrar mais do que danças (aqui uma esperança no eleitor). O teto de vidro é imenso… e está registrado.

Flávio sem o sobrenome Bolsonaro não seria ninguém na política. Tentar escondê-lo agora é uma ironia que o eleitorado, atento aos fatos, dificilmente irá engolir.

O “01” pode até tentar mudar de nome, mas o passado não costuma perdoar.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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