Tensão muscular e estresse: um ciclo de dor que compromete a rotina

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Foto colorida de mulher sentada e com notebook à frente em uma mesa. Ela está com as mãos no rosto - Metrópoles

A dor muscular deixou de ser um desconforto passageiro para se tornar uma barreira na produtividade e no bem-estar dos brasileiros. O fenômeno, impulsionado pela combinação entre o estresse ocupacional e o uso inadequado do corpo durante o trabalho, cria um estado de tensão sustentada que impede o organismo de se recuperar, gerando danos aos tecidos e processos degenerativos precoces.

Entenda

O ciclo da tensão sustentada

De acordo com José Marcos Bastos, anestesiologista especializado em dor do Centro Clínico Saint Moritz, o problema reside na ativação contínua de unidades motoras de baixo limiar. Na prática, isso significa que o corpo permanece em estado de alerta, impedindo o descanso muscular necessário.

A postura de “cabeça anteriorizada” — comum no uso excessivo de celulares e computadores — agrava o quadro, aumentando drasticamente a carga sobre a coluna cervical. Quando o estresse mental se soma a essa base física fragilizada, o dano tecidual torna-se inevitável.

A perspectiva psicológica

Embora a dor se manifeste no corpo, a origem muitas vezes reside na mente e na forma como lidamos com a pressão externa. O componente emocional é o combustível que mantém os músculos contraídos mesmo após o fim da jornada de trabalho. Sobre esse aspecto, a psicologia destaca o peso do comportamento sobre a fisiologia:

“O corpo é um reflexo das nossas tensões internas. Quando não conseguimos processar o estresse, o organismo ‘fala’ através da rigidez muscular, criando uma couraça defensiva que, a longo prazo, se transforma em dor crônica e limitação física.”

Para romper esse ciclo, especialistas recomendam pausas ativas, ergonomia adequada e, sobretudo, o gerenciamento do estresse ocupacional para permitir que o sistema musculoesquelético recupere sua função natural de relaxamento.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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