O líder da oposição na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Edvaldo Magalhães (PCdoB), fez críticas diretas na manhã desta terça-feira, 24, ao governo estadual durante entrevista ao programa Boa Conversa – edição Aleac, ao comentar a demora na definição sobre reajustes para servidores públicos.
Segundo o parlamentar, é necessário que o Executivo deixe de postergar decisões e cumpra o que já está previsto no orçamento.
“Veja bem, há uma necessidade do governo sair do gerúndio, estou vendo, estudando, analisando, e ir para o cumprimento daquilo que foi escrito no texto orçamentário, na peça orçamentária que o governador promulgou, o RGA dos servidores e a majoração dos auxílios, que são dois itens que não há nenhum impedimento legal para que sejam concedidos”, afirmou.
Magalhães também destacou que já houve sinalização política dentro da própria base governista, mas cobrou ação concreta antes da saída do atual chefe do Executivo.
“Na semana passada você fez referência, e é verdade, que o líder do governo fez uma sinalização clara, depois de desautorizar o que foi, por uma declaração do secretário de governo. Hoje eu vou fazer um apelo ao plenário da Assembleia para que os deputados que votaram na peça orçamentária favorável aos servidores agora assumam o compromisso de serem mediadores para que antes do governador sair, e a pedido da sua renúncia foi protocolada hoje para o dia 2, portanto antes do dia 2 ele remete para essa casa a proposta de reajuste geral anual e também de alteração dos auxílios”, declarou.
Durante a entrevista, o parlamentar também criticou a desarticulação entre setores do governo, apontando divergências de informação sobre o envio das propostas à Assembleia.
“Está na hora de fechar a torre de Babel e abrir a porta da conversação séria e do entendimento, não dá para ficar com 10 línguas e ninguém entender absolutamente nada do que eles estão pensando”, disparou.
Ao comentar o cenário eleitoral, Edvaldo Magalhães avaliou como positiva a pré-candidatura de Jorge Viana ao Senado, destacando o potencial competitivo do nome dentro da disputa.
“Foi um passo importante da afirmação da candidatura ao Senado, todos que acompanham a política sabem que é uma candidatura extremamente competitiva, o jogo da disputa do Senado está bastante pulverizado, são seis candidaturas confirmadas e isso facilita a vida de quem pode contar com um campo unificado e na defesa de uma única candidatura que possa fazer frente a essa disputa mais geral, há uma tática a ser adotada nesse sentido, portanto é uma candidatura competitiva, ninguém ganhou eleição e o jogo nem começou, mas há uma grande possibilidade de disputar para valer o Senado da República”, afirmou.
O deputado também ressaltou que a composição majoritária pode fortalecer a formação de chapas proporcionais. “Nesse sentido, quando você tem na chapa majoritária a confirmação da candidatura do doutor Thor Dantas e tem a candidatura competitiva de Jorge Viana ao Senado, você consegue ampliar as possibilidades de terminar a formatação das chapas de federal e das chapas de estadual, então estamos animados, conversando muito, falando publicamente pouco, porque depois do dia dois é que a gente pode contar as histórias”, disse.
Questionado sobre o tempo de articulação da pré-candidatura, o deputado reconheceu atraso, mas afirmou que ainda há condições de recuperação no cenário político.“O prejuízo com o atraso tem que ser compensado com o desdobramento daqui para frente. Na política não existe espaço vazio e quando você deixa de ocupar, alguém ocupa, mas ainda está no tempo, ainda está na oportunidade de se fazer essa construção. Eu sou dessa opinião. Perdeu-se algum tempo, mas não está perdida, digamos, a oportunidade, porque há tempo ainda a ser recuperado”, concluiu.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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