Wellington Dias nega ida para Secretaria de Relações Institucionais

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Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, Wellington Dias, concede entrevista exclusiva no estúdio do Metrópoles

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou nesta terça-feira (24/3) que não deixará o comando da pasta para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), cargo considerado estratégico na articulação política do governo no Congresso Nacional.

A declaração ocorre em meio às discussões sobre eventuais mudanças na Esplanada dos Ministérios e à busca do Palácio do Planalto por reforçar a coordenação política da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A SRI é responsável pela interlocução com deputados e senadores e costuma ganhar protagonismo em momentos de negociação de pautas prioritárias.

Segundo Dias, a possibilidade de assumir a articulação política chegou a ser discutida ainda na montagem do governo, em 2022, mas acabou descartada. À época, prevaleceu a avaliação de que sua atuação seria mais estratégica à frente das políticas sociais, especialmente no enfrentamento à pobreza e às desigualdades.

O ministério comandado por Dias é responsável por programas centrais da gestão Lula, como o Bolsa Família, e é considerado uma das vitrines do governo, sobretudo com foco na recuperação de políticas sociais após o período de desestruturação apontado por integrantes do atual governo.

Apesar de descartar uma mudança de cargo neste momento, o ministro confirmou que pretende atuar na coordenação da campanha à reeleição de Lula em 2026, conciliando a atividade política com a função no Executivo.

“A ideia é que eu possa estar, fora do expediente, ajudando nessa parte da coordenação provisória. Quando houver a convenção, eu me afasto do ministério, em razão de férias, e fico mais livre para atuar diretamente na coordenação nacional”, disse em entrevista ao Metrópoles.

Ele indicou que deve trabalhar em conjunto com Edinho Silva, presidente nacional do PT, além de ter atuação relevante na coordenação regional no Nordeste, reduto eleitoral historicamente favorável ao partido.

A participação de ministros na articulação política e eleitoral já é tratada nos bastidores como peça-chave para o projeto de reeleição de Lula, especialmente diante dos desafios de governabilidade no Congresso e da necessidade de ampliar alianças.

Apesar disso, o ministro destacou que é um “soldado” e que está disposto a abraçar a missão que o presidente lhe der.

“Quem me conhece ao longo da minha vida sabem o compromisso que eu tenho com o Brasil, e principalmente, a liderança do presidente Lula. Sou soldado, todas as missões que ele me deu, veja o tanto de alternativa que ele mesmo tinha colocado para mim”, destacou.

Dias afirmou ter consciência da grande responsabilidade que os líderes de esquerda tem com as eleições de 2026.

“Então, qualquer pessoa que esteja em uma área como a SRI ou na Casa Civil, ou seja, ali na Secretaria Geral da Presidência ou em qualquer um dos ministérios, nós temos que ter muita responsabilidade com o Brasil e é claro com a garantia assim de trabalharmos sempre integrados”.

Com longa trajetória política, Dias é senador eleito até 2030 e, por isso, não precisa deixar o cargo para disputar eleições no próximo ciclo. O piauiense já foi vereador de Teresina, deputado estadual, deputado federal, senador e governador do estado por quatro mandatos, sendo um dos principais quadros do PT no Nordeste.

A permanência no Ministério do Desenvolvimento Social também é vista dentro do governo como importante para garantir continuidade às políticas de transferência de renda e inclusão social, áreas consideradas prioritárias pela atual gestão.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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