
A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou, nesta terça-feira (24/3), requerimentos sobre averiguação das circunstâncias da morte e do sepultamento de Luiz Philipi Machado Mourão, o “Sicário” ligado ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que morreu após atentar contra a própria vida sob custódia da Polícia Federal.
Capitaneados por deputados da oposição, os requerimentos pedem informações do Ministério da Justiça. Um deles, da autoria de Evair de Mello (PP-ES), pede a verificação da regularidade dos trâmites como a emissão da certidão de óbito e a identificação do corpo.
Outro, de Messias Donato (Republicanos-ES), deputado que protocolou um requerimento na Comissão pedindo “medidas extraordinárias de segurança” para garantir a integridade física de Daniel Vorcaro,pediu os nomes das autoridades e agentes responsáveis pela Superintendência da PF em Minas Gerais, onde “Sicário” estava preso.
Os documentos também questionam se foram instaladas investigações e se foram adotadas medidas corretivas ou preventivas para o aperfeiçoamento de protocolos para os casos de morte sob custódia.
No início do mês, a Comissão de Segurança da Câmara já havia aprovado a realização de uma visita técnica no local, incluindo a cela em que o aliado de Vorcaro estava no momento da tentativa de suicídio.
Sicário é apontado como o responsável por levantar informações sigilosas e fazer ameaças contra adversários de Daniel Vorcaro. Ambos foram presos na terceira fase da Operação Compliance Zero. De acordo com a Polícia Federal, ele recebia R$ 1 milhão por mês para trabalhar para o banqueiro.
Segundo a PF, o aliado de Vorcaro atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição, Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital João XXIII, no centro de Belo Horizonte, onde permaneceu internado em estado grave até a última sexta-feira (6/3), quando foi decretado o óbito.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Deixe um comentário