Acusação de Vivi contra Juliano reforça debate sobre abuso psicológico

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A influenciadora Vivi Wanderley usou as redes sociais nesta terça-feira (24/3) para desabafar sobre seu antigo relacionamento com Juliano Floss, atualmente confinado no BBB26. Segundo ela, o namoro com o dançarino foi marcado por episódios que classificou como “abusivos no campo psicológico”. A fala chamou a atenção de especialistas.

Polêmica

A influenciadora afirmou que a relação com Juliano era marcada por disputas e episódios que a deixavam fragilizada. “Eu fiquei internada, fiquei inconsciente por três dias. Depois disso eu fui diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático e eu nunca mais fui a mesma”, disse.

O caso repercutiu nas redes sociais e trouxe à tona um debate recorrente, mas ainda pouco compreendido: quando um relacionamento ultrapassa o limite do conflito e passa a configurar violência emocional. Segundo especialistas, o abuso psicológico pode causar impactos profundos na saúde mental e na autoestima de quem vive esse tipo de relação.

A psiquiatra Jessica Martani explicou que esse tipo de violência é caracterizado por padrões repetitivos de desvalorização e controle. “O abuso psicológico envolve comportamentos que diminuem, manipulam ou desestabilizam emocionalmente a outra pessoa. Isso pode acontecer por meio de críticas constantes, humilhações, chantagens emocionais e tentativas de isolamento”, disse.

Ainda segundo a profissional, os sinais podem começar de maneira sutil, o que dificulta a identificação. Em muitos casos, a vítima passa a duvidar de si mesma, se sente culpada com frequência e perde a confiança nas próprias percepções.

Como identificar?

A terapeuta e analista comportamental Gláucia Santana, por sua vez, detalhou quais são os sinais que ajudam a vítima a identificar esse tipo de violência. “Um dos principais sinais é quando a pessoa passa a viver pisando em ovos, com medo da reação do outro”, apontou.

“Ela começa a se calar para evitar conflito, perde a espontaneidade e entra em um estado de confusão mental, questionando a própria percepção. Também pode haver controle sobre roupas, amizades e redes sociais, além de um isolamento progressivo. Internamente, surge a sensação de não ser boa o bastante e de precisar consertar tudo o tempo todo”, reforçou.

Ajuda

Já de acordo com a psicóloga Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa, buscar ajuda profissional diante desse cenário é primordial. “Reconhecer que isso não é normal é o primeiro passo”, analisou.

“Depois, é importante buscar apoio de pessoas de confiança, procurar ajuda psicológica e se informar sobre seus direitos. Em casos mais graves, também é necessário recorrer a apoio jurídico ou redes de proteção. E é essencial lembrar: a responsabilidade nunca é da vítima”, orientou a psicóloga.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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