MPAC inaugura exposição e Espaço Mulher Segura no Via Verde Shopping

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, nesta terça-feira, 24, no Via Verde Shopping, a inauguração da exposição “Mulheres Acreanas que Mudaram a História”. A iniciativa integra a agenda da instituição em alusão ao Mês da Mulher e tem como objetivo valorizar trajetórias femininas que marcaram a história do Acre.
A exposição reúne histórias de mulheres que exerceram papéis de liderança e contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento do estado, com atuações pioneiras em diferentes áreas. A mostra ficará disponível ao público até o dia 31 de março.
No mesmo evento, foi inaugurado o Espaço Mulher Segura, ambiente voltado ao acolhimento, orientação e promoção dos direitos das mulheres. Por meio desse espaço, o MPAC disponibiliza serviços e informações oferecidos pela Ouvidoria das Mulheres, Centro de Atendimento à Vítima (CAV), Observatório de Gênero (OBSGênero), Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial (Natera), 13ª Promotoria de Justiça Criminal e pelos Centros de Apoio Operacional de Defesa da Mulher e de Direitos Humanos e Cidadania.
Segundo o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, iniciativas como esta reforçam o compromisso do MPAC com a proteção e valorização das mulheres.

“A exposição nasce com o propósito de revelar trajetórias femininas que ajudaram a construir o Acre. São histórias que impressionam, ensinam e emocionam, garantindo que a memória dessas mulheres permaneça viva. Além disso, o espaço Mulher Segura funcionará como local de acolhimento, orientação e promoção dos direitos. Cada mulher que chegar aqui encontrará reconhecimento, será ouvida e amparada”, disse.
A corregedora-geral do MPAC, Patrícia de Amorim Rêgo, destacou a importância do espaço para ampliar o acesso à informação e garantir direitos, além de reconhecer a contribuição de mulheres em diversos campos de atuação.

“A exposição reconhece publicamente a contribuição de mulheres que abriram caminhos e deixaram marcas significativas na história do Acre. Elas enfrentaram desafios, consolidaram-se como lideranças e construíram histórias inspiradoras. Sempre que uma mulher abre uma porta, ela deixa caminho para que muitas outras possam passar”, afirmou.
A ouvidora-geral substituta, promotora de Justiça Maria Fátima, ressaltou que a inauguração integra um conjunto mais amplo de ações do MPAC, incluindo a criação da Ouvidoria das Mulheres:
“Se temos um canal de diálogo e unimos forças, aproximando-nos da sociedade, podemos reduzir a violência contra mulheres. Este espaço certamente fará diferença na luta contra essa chaga”, declarou.
Mulheres que Mudaram a História
A exposição homenageia 12 mulheres acreanas. São elas:
Angelina Gonçalves – defendeu o Acre contra tropas bolivianas no início do século XX.
Maria da Liberdade – símbolo de resistência contra a violência histórica contra mulheres no Acre.
Rosalina da Silveira – jovem professora assassinada em Rio Branco, em 1941, também símbolo de luta contra a violência.
Laélia Alcântara – médica e primeira mulher negra a ocupar o cargo de senadora no país.
Iolanda Fleming – primeira mulher a governar um estado brasileiro e criadora da primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher no Acre.
Madrinha Peregrina e Madrinha Chica Gabriel – líderes religiosas do Santo Daime no Acre.
Desembargadoras Eva Evangelista e Miracele Borges – pioneiras na magistratura acreana.
Terezinha Galvão – primeira mulher a ingressar no Ministério Público do Acre.
Vanda Milani – primeira Procuradora-Geral de Justiça mulher no MPAC e ex-deputada federal.
Valdiza Alencar – fundadora do primeiro sindicato de trabalhadores rurais do Acre.
A desembargadora aposentada Eva Evangelista e a ex-governadora Iolanda Fleming estiveram presentes na cerimônia e receberam pessoalmente a homenagem do MPAC.
“Quando cheguei ao Acre, faltavam muitas coisas. Mas os acreanos sempre tiveram vontade de trabalhar e desenvolver a região. Na vida, é preciso dedicação, harmonia, inteligência e determinação, foi isso que nos trouxe até onde chegamos”, afirmou Iolanda Fleming.
“Fiquei extremamente honrada e comovida por ser homenageada ao lado de personalidades extraordinárias e de grandes mulheres que construíram a história do nosso estado. Deus me abençoou ao me permitir ser a primeira mulher juíza e a primeira desembargadora”, declarou Eva Evangelista.
Equidade de gênero no MPAC
O procurador-geral também destacou a presença feminina em cargos estratégicos na instituição, ressaltando o esforço do MPAC para garantir participação equitativa nos espaços de decisão.
Entre as mulheres da instituição estão: Patrícia Rêgo (corregedora-geral), Kátia Rejane (ouvidora-geral), Maria Fátima (ouvidora-geral substituta), Bianca Bernardes (coordenadora do CAV), Joana D’Arc (diretora do Ceaf), Alessandra Meireles (chefe de Gabinete da PGJ), Susye Almeida (superintendente), Beth Oliveira (superintendente), Kelly Souza (diretora de Comunicação), Rosiane Manchine (chefe de Cerimonial), Patrícia Paula (assessora especial da PGJ), Dulce Helena (coordenadora do CAOP Mulher), Laura Cristina (coordenadora do CAOP Criminal), Walnízia Cavalcante, Celenice Oliveira e Jaqueline Souza (assessoras da PGJ), Myrla Aranha (chefe de Gabinete da Corregedoria), Vanessa de Macedo (promotora corregedora), Diana Pimentel (titular da 7ª Promotoria Criminal), Joana Aguiar (chefe de Gabinete da Secretaria-Geral), Luciana Dantas (coordenadora do CES).
Também foi destacado pelo procurador-geral de Justiça que, dos últimos 10 convocados para o cargo de promotor de Justiça Substituto, metade são mulheres, refletindo o compromisso do MPAC com a equidade de gênero.
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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