Eleição em MG: Pacheco se aproxima do PSB, mas não fecha outras portas

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), concede entrevista à imprensa antes de deixar cargo

Belo Horizonte – O senador mineiro Rodrigo Pacheco, atualmente filiado ao PSD, é o “plano A” do presidente Lula (PT) para concorrer ao governo de Minas Gerais e dar palanque ao petista no estado para sua campanha de reeleição ao Planalto. Pacheco, porém, ainda não aceitou a missão oficialmente e um dos motivos é que falta um partido para lhe abrigar na missão.

Com os prazos se apertando e as negociações se aprofundando, Pacheco ficou perto de um acordo com o PSB, presidido pelo pernambucano João Campos, mas a questão ainda não está fechada segundo aliados do parlamentar mineiro.

O secretário-geral do PSB em Minas, Adenor Simões, confirmou ao Metrópoles que o partido quer ter Pacheco em seus quadros. “A conversa com o senador tem avançado e sempre com o objetivo de construir uma frente pra enfrentar os problemas do estado. Uma construção em grupo, onde os nossos pré-candidatos a deputados têm um papel importante”, afirmou ele, confirmando reunião com o senador para esta semana.


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Pacheco vai se reunir com caciques do PSB, mas mantém portas abertas para articulações com outras legendas que poderiam recebê-lo: MDB e União Brasil. A negociação com esses dois partidos de centro tem sido complicada porque eles não são coesos e têm alas de apoio e de oposição a Lula.

No PSB, teoricamente, o caminho seria mais fácil, mas Pacheco tem se mostrado paciente e resistido inclusive a dizer se vai ser candidato. Apesar disso, ele tem acompanhado o presidente da República em visitas a Minas.

Pacheco tem insistido nas conversas de bastidor que precisa de uma coligação forte para enfrentar a direita em Minas e quer controlar no estado o partido que o receber.

Troca é necessária

O que Pacheco sabe é que não poderá concorrer por seu partido atual, o PSD. A sigla presidida por Gilberto Kassab já tem um pré-candidato consolidado em Minas, o governador Mateus Simões, que era vice e assumiu o cargo no último fim de semana, com a renúncia de Romeu Zema, pré-candidato do Partido Novo à presidência da República.

Opositor de Lula e aliado de Zema, Simões é o candidato da situação em Minas. Ele, porém, enfrenta adversários fortes desde a direita. As pesquisas até agora indicam a liderança do senador Cleitinho (Republicanos) na disputa. Ele, porém, ainda não bateu o martelo sobre se candidatar mesmo, mas tem resistido a compor com Simões.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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