Relembre o caso da mãe que matou e mutilou abusador da filha em MG

Reprodução
Homem utilizava momentos em que ficava sozinho em casas com as sobrinhas crianças, que tinham entre 8 e 13 anos para cometer os abusos sexuais - Metrópoles

De acordo com a versão de Erica Pereira da Silveira Vicente, ela conhecia o suspeito desde a infância e ele frequentava sua casa. Duas semanas antes do crime, descobriu que ele enviava mensagens de cunho sexual para sua filha. Na madrugada do dia 11 de março de 2025, acordou com a criança gritando: Everton estava em cima da menina na cama, com a calça abaixada, tentando tampar sua boca.

Na noite do crime, ela teria dopado o homem com medicamento colocado na bebida. Em seguida, desferiu golpes de faca e também utilizou um pedaço de madeira para agredi-lo. Mesmo ferido, ele ainda foi levado por Erica, com ajuda de um adolescente, até uma área de mata. No local, ela mutilou o corpo — cortando o pênis da vítima — e ateou fogo.

Após o crime, Erica foi presa e passou a responder por homicídio triplamente qualificado, com agravantes como meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de corrupção de menores. Inicialmente, ela chegou a cumprir prisão domiciliar, por ser responsável por uma criança menor de 12 anos, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

O caso ganhou grande repercussão nacional pela brutalidade e pelo contexto envolvendo a defesa da filha. Durante o julgamento, a defesa sustentou que o crime ocorreu em reação ao abuso, argumento que acabou pesando na decisão dos jurados.

Absolvição

Quase um ano após o caso, o 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte decidiu absolver a mulher, por maioria dos votos, considerando-a inocente das acusações. O julgamento, presidido pela juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti, começou pela manhã e terminou no fim da tarde.

A defesa, feita pela Defensoria Pública, sustentou durante os debates a absolvição por legítima defesa da filha ou, alternativamente, a tese de homicídio privilegiado (violenta emoção). O júri acolheu a versão da mãe e absolveu Erica de todos os crimes.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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