
Após a divulgação do relatório financeiro da Igreja Batista Filadélfia, no Guará (DF), que aponta uma dívida de R$ 1,8 milhão, o pastor Marcos Antônio Santos Campos informou que “nenhuma decisão financeira relevante foi tomada unilateralmente” e que “as contas da igreja são apresentadas à Assembleia Geral”.
Segundo o pastor, os membros já tinham conhecimento de impostos que deixaram de ser pagos durante a pandemia e das dificuldades financeiras enfrentadas novamente em 2025. “Nossa arrecadação, que vinha em recuperação, sofreu novo baque. O gerente administrativo voltou a enfrentar dificuldades para honrar compromissos”, declarou.
Marcos também defendeu sua remuneração, afirmando que sempre foi “justa e correta”, com reajustes aprovados pelo corpo diaconal e pela assembleia. Ele disse ainda que não recebe salário desde janeiro de 2026.
Sobre sua saída, o pastor afirmou que não foi afastado, mas jubilado, decisão que, segundo ele, foi tomada por orientação jurídica e eclesiástica, para preservar a instituição após o caso envolvendo seu filho (Gabriel de Sá). “Depois de tudo o que aconteceu, entendi que não tinha mais condições emocionais e pastorais de continuar à frente da igreja. Voluntariamente, pedi meu jubilamento”, disse.
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Abusos sexuais
A crise financeira ocorre em paralelo a um escândalo envolvendo Gabriel de Sá Campos, de 30 anos, filho do pastor. Ele foi preso e se tornou réu por abusos sexuais contra adolescentes da igreja. Os crimes teriam ocorrido desde 2019, com ao menos quatro vítimas entre 10 e 16 anos.
De acordo com a Polícia Civil, Gabriel de Sá utilizava a posição para ganhar a confiança dos jovens e cometer abusos de forma recorrente. Há relatos de que integrantes da liderança minimizaram denúncias e tentaram evitar que o caso fosse levado às autoridades.
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“Festas do pijama”
As investigações indicam que os abusos ocorreram tanto na igreja, quanto na casa do acusado. Ele também promovia atividades, como “festas do pijama” e sessões de filmes, para se aproximar das vítimas. O padrão descrito aponta manipulação psicológica e escolha gradual dos adolescentes.
O caso levanta questionamentos sobre a atuação da liderança diante das denúncias. Em um dos episódios, o ocorrido teria sido tratado como “brincadeira” e “ato involuntário”, com pedido de silêncio à família da vítima.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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