
O debate sobre vestuário em academias está de volta à tona, em razão do caso compartilhado pela engenheira Poliana Frigi no início desta semana. A aluna de uma academia em São José dos Campos (SP) relatou que foi orientada a cobrir o top de treino, por supostamente parecer um sutiã e ser alvo de reclamações de outros alunos.
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Constrangimento na academia
Em uma série de publicações no Instagram, Poliana afirmou que a abordagem aconteceu durante o treino e partiu de um funcionário do local. A justificativa seria o desconforto de frequentadores com a peça escolhida. A engenheira contou que se sentiu constrangida, já que o top fazia parte de um conjunto vendido como apropriado para a prática de exercícios.
O episódio rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões. Enquanto alguns internautas defenderam o direito da academia de estabelecer regras internas, outros apontaram um possível viés moral na interpretação do que seria adequado vestir.
A diferença entre top e sutiã
Apesar de, à primeira vista, algumas peças parecerem semelhantes, tops esportivos e sutiãs têm propostas distintas, com reflexos tanto no design quanto na funcionalidade.
O top esportivo é desenvolvido para oferecer sustentação durante atividades físicas. Ele costuma ter tecidos maleáveis, maior compressão, alças reforçadas e estrutura pensada para reduzir o impacto nos seios durante o movimento.
Por conta dessas características, o top é frequentemente usado como peça única na parte superior do look de treino, especialmente em ambientes como academias e parques.

Já o sutiã tem foco no uso cotidiano, como roupa íntima. Embora existam modelos com sustentação, sua construção nem sempre é adequada para exercícios físico. Os materiais costumam ser mais finos e não exigem maleabilidade.

Academia em Salvador também foi criticada
Em fevereiro, uma academia em Salvador (BA) gerou debate nas redes sociais ao divulgar regras de vestuário voltadas ao “bom convívio” entre os alunos. Sob o mote “sem vulgaridade”, a publicação orienta que os clientes evitem “looks para causar”, alegando que esse tipo de roupa pode gerar distrações e desconforto no ambiente.
No entanto, a escolha de utilizar exclusivamente imagens de tops femininos para ilustrar o aviso foi interpretada por muitos como uma crítica direta às roupas de treino usadas por mulheres que frequentam o espaço.
A abordagem provocou reações imediatas nos comentários. “Quando vocês trazem a ideia junto a imagens de uma mulher e itens do vestuário feminino, estão claramente direcionando a temática para um público específico”, escreveu uma usuária. Outra seguidora questionou a aplicação das regras: “A academia querendo ditar o que é vulgar. Vamos ver se isso serve para homens também”.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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