Eduardo Leite diz que fica no governo do RS se Kassab escolher Caiado

Luis Nova/Especial Metrópoles
governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, durante entrevista no estúdio Metrópoles - Metrópoles

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou a jornalistas nesta quarta-feira (25/3) que fica no governo do estado caso Gilberto Kassab, presidente do PSD, decida escolher apoiar Ronaldo Caiado, governador de Goiás, para a disputa ao Palácio do Planalto pela legenda.

“Se eu vou deixar o meu mandato, é para algo maior, que é concorrer a presidente da República num contexto em que o Brasil precisa de uma alternativa. Se não houver essa possibilidade, eu permaneço no cargo até o fim do meu mandato”, declarou Leite.

O governador gaúcho está em seu segundo mandato como no estado e deve deixar o cargo ao fim de 2026. O político, contudo, tem esperança de ser escolhido como o nome da legenda para o pleito presidencial de outubro. Para ele, pode ser a “opção de centro” que falta na disputa.

“O PSD tem de decidir se vai defender indulto, anistia, ou se vai ser o partido que vai falar de um Brasil diferente, sem adesão a um polo ou outro”, declarou.

Disputa no PSD

O partido de Kassab enfrenta uma disputa interna pelo nome que vai representar a legenda na corrida ao Palácio do Planalto em outubro. Entre os principais nomes aparecem Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e, até o início da semana, Ratinho Jr., que desistiu de concorrer à presidência.

Agora, Leite e Caiado esperaram pela decisão de “apadrinhamento” de Kassab. O governador do Rio Grande do Sul desembarcou em São Paulo nesta quarta, onde se reúne com o presidente do PSD e pretende defender sua pré-candidatura.

Antes de receber Leite, o cacique da legenda encontrou Caiado em São Paulo nessa terça-feira (24/3). A reunião durou mais de quatro horas.

A expectativa é de que, até o fim do mês, o PSD bate o martelo e anuncie o representante para a corrida presidencial. O prazo coincide com a data limite de desincompatibilização, em 4 de abril, quando candidatos devem deixar seus postos no Executivo para concorrer às eleições.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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