
Um italiano de 71 anos denunciou à Polícia Civil de São Paulo o furto de itens que esqueceu dentro de um avião da Latam, no Aeroporto de Guarulhos. O boletim de ocorrência foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista, localizada no terminal.
Ele declarou que viajou de Milão, na Itália, para São Paulo, no dia 17 de março, no voo LA8073. O italiano disse que deixou uma bolsa com cartões e documentos dentro da aeronave, tentou retornar, mas não foi autorizado.
À polícia, contou que tomou conhecimento de que o cartão de que tentaram utilizar o cartão de débito sem a permissão dele. O homem foi notificado de uma tentativa de compra no valor de R$ 85,73 que acabou recusada porque erraram a senha.
Segundo o passageiro, uma outra bagagem que havia sido despachada tinha ficado retida. Ao retirar a mala, o italiano constatou furto de objetos que somam prejuízo de R$ 10 mil, incluindo joias, duas garrafas de espumante, perfume e itens de higiene pessoal.
A defesa do italiano disse que ele ficou retido na imigração do Aeroporto de Guarulhos por quatro dias, já que o passaporte dele estava na bolsa esquecida dentro do avião e que não foi recuperada.
“Trata-se de um idoso estrangeiro, que fala apenas italiano, mantido sem assistência adequada, sem acesso à própria bagagem, sem condições mínimas de higiene e em completo estado de vulnerabilidade. Durante esse período, há relatos de tentativas de forçar o retorno do passageiro ao exterior sem respaldo legal, inclusive mediante abordagens em horário noturno e sem presença de intérprete”, disse a defesa do passageiro, representado pelos advogados Luiz Saboia e Jean Marlon Pereira Pinheiro.
O casal disse que viajou para o Brasil com objetivo de assistir ao MotoGP, competição que ocorreu entre os dias 20 e 22 de março, em Goiânia (GO). Segundo a defesa, em razão do episódio no Aeroporto de Guarulhos, o italiano e a esposa brasileira não conseguiram participar do evento.
O outro lado
A Latam Airlines Brasil informou, em nota enviada à reportagem, que “está apurando o ocorrido”.
A reportagem também acionou a Polícia Civil de SP e a Polícia Federal.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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