
Sarah Mullally tomou posse, nessa quarta-feira (25/3), como a 106ª arcebispa de Canterbury, tornando-se a primeira mulher a ocupar o posto máximo da Igreja Anglicana em quase 1.429 anos de história da instituição religiosa.
A posse marca o início do ministério público de Mullally à frente da Igreja da Inglaterra e da Comunhão Anglicana, que reúne fiéis em mais de 165 países. No cargo, ela passa a exercer também um papel simbólico como principal liderança espiritual da tradição anglicana no mundo.
A cerimônia foi realizada na Catedral de Canterbury, na Inglaterra, e reuniu mais de duas mil pessoas, entre líderes religiosos, representantes de diferentes países e autoridades britânicas. Estiveram presentes o príncipe William, a princesa de Gales, Kate Middleton, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.
No sermão inaugural, a nova arcebispa defendeu uma igreja mais aberta e voltada à sociedade. “Nosso mundo precisa de amor, cura e esperança”, afirmou. Mullally também destacou a necessidade de uma instituição capaz de dialogar com pessoas de diferentes crenças – ou sem religião – e de atuar em ações concretas de acolhimento e serviço.
A posse da arcebispa marca uma ruptura em uma instituição historicamente masculina. Há poucas décadas, a possibilidade de uma mulher ocupar o posto era considerada improvável. A nomeação de Mullally é vista como um sinal de mudança, mesmo que tímido, em meio a tensões internas sobre temas como inclusão, papel das mulheres e diversidade dentro da igreja.
Mullally é ex-enfermeira e ex-chefe de enfermagem do sistema público britânico. Em 2001, ela foi ordenada diácona e sacerdotisa no ano seguinte. Em 2015, tornou-se bispa e, três anos depois, em 2018, assumiu como bispa de Londres. O cargo é considerado um dos mais influentes da Igreja da Inglaterra.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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