
O Ministério das Relações Exteriores avalia como se posicionar diante acordo assinado entre o governo de Goiás e os Estados Unidos sobre terras raras e minerais críticos.
Segundo fontes do Itamaraty ouvidas pela coluna, o tema já chegou ao gabinete do ministro responsável pela pasta, Mauro Vieira.
A questão está em análise, mas ainda não há uma posição definida.
O acordo foi firmado na quarta-feira passada (18/3) entre o governo de Goiás, comandado por Ronaldo Caiado (PSD), e o governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump.
A assinatura ocorreu durante um evento em São Paulo, promovido pelo Consulado americano no Brasil, com a presença do encarregado de Negócios dos EUA, Gabriel Escobar.
Diplomatas avaliam que o estado de Goiás não tem legitimidade para assinar um documento que trata da exploração de minérios, tema de competência do governo federal. Uma análise sobre a legalidade do acordo ainda deve ser solicitada ao Itamaraty.
O documento prevê apoio à “transição para um mercado aberto de minerais críticos” e à definição de “políticas e regulamentos de recursos minerais no Brasil”, por meio da promoção de um ambiente regulatório “transparente, consistente, que maximize a eficiência” e atraia investimentos norte-americanos.
As terras raras
O governo brasileiro vem discutindo com os Estados Unidos questões sobre terras raras e minerais críticos com o objetivo de firmar um possível acordo. Nos bastidores, a avaliação é de que a área é promissora e oferece oportunidades para atuação conjunta com países estrangeiros.
O assunto deve integrar a pauta de um eventual encontro entre Lula e Donald Trump em Washington, como antecipou o Metrópoles.
A reunião, inicialmente prevista para a segunda metade de março, ainda não tem data definida.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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