
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (26/3) que o conservadorismo adotado pela instituição financeira em 2025 permite que o Brasil tenha mais conforto no atual momento, de guerra no Oriente Médio, do que se a política contracionista de juros não tivesse sido adotada no passado.
“A posição que o Banco Central está hoje e o Brasil, tem alguns benefícios que decorrem de você ser exportador líquido de petróleo e de estar com uma taxa de juros em um patamar bastante contracionista, e que permitiu este contracionismo nos colocar numa posição talvez um pouco melhor comparativamente se a gente não tivesse sido tão conservador ao longo de 2025 e início deste ano”, afirmou Galípolo.
A fala do presidente do BC ocorreu na sede do Banco Central durante entrevista coletiva, que também contou com a participação do diretor de Política Econômica, Paulo Picchetti, para comentar o Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado nesta segunda.
No dia 18, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros da economia, a Selic. Com isto, o índice passou de 15% para 14,75% ao ano.
Galípolo, assim como a ata do último Copom, não deu sinais de qual rumo será adotado pelo colegiado quanto aos juros básicos da economia. Ou seja, não indicou se haverá corte, manutenção ou elevação da Selic.
Nos últimos 12 meses, a inflação ficou em 3,81%, com a variação de 0,70% em fevereiro, após uma aceleração menor janeiro (0,33%).
Projeções anuais
Segundo o relatório Focus, as previsões indicam que o IPCA fechará o ano em 4,17%.
O governo projeta que a inflação ficará em 3,7% em 2026. O índice foi elevado este mês diante do conflito no Oriente Médio.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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