
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), resiste a levar o PL da Misoginia diretamente para votação no plenário, como defende a deputada Erika Hilton (PSol-RJ).
A líderes partidários aliados, o presidente da Câmara tem dito que o tema é polêmico e que, por isso, é preciso discutir bem o projeto antes de levá-lo para votação no plenário.
À coluna, Motta limitou-se a dizer que pretende dar “tratamento regimental” à proposta e que pretende manter o eixo da discussão em dar respostas concretas à proteção das mulheres.
“Vou dar tratamento regimental. Vamos manter, no eixo da discussão, a construção de respostas concretas e que possam contribuir para ampliar proteção e segurança das mulheres”, afirmou à coluna.
A ideia de Erika Hilton
Na quinta-feira (26/3), a coluna noticiou que Erika Hilton topa abrir mão de votar o PL da Misoginia na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, presidida pela deputada.
A parlamentar avalia que a proposta deveria passar pela comissão, mas admite abrir mão dessa análise para que o projeto tramite de forma rápida e seja votado diretamente no plenário.
“Provavelmente nós possamos trabalhar com requerimento de urgência para que ela vá logo, direto ao plenário, porque é um tema que pede celebridade, é um tema que pede que as instituições se posicionem e dê um basta em todo esse discurso de ódio. Não vejo razões para que eu peça para que passe pela comissão da Mulher. Eu acho que o tema tem que ir logo para apreciação no plenário, ser votado, trabalhar para que o texto não seja alterado, eu sei que vai ser um desafio, mas para que logo seja sancionado e virar lei”, afirmou Erika à coluna.
O que prevê o PL da Misoginia
O projeto inclui a misoginia Lei do Racismo e prevê penas de 2 a 5 anos, além de multa. Caso a proposta seja aprovada na Câmara sem modificações, a proposta seguirá para sanção do presidente Lula.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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