27/03/2026 06:00, atualizado 27/03/2026 06:00
As unidades habitacionais da Torre 4 do Residencial Major Paladino, na Vila Leopoldina, e do Residencial Mix Morumbi, na Vila Sônia, ambos na Zona Oeste, e do Residencial Boulevard da Paz, na região do M’Boi Mirim, na Zona Sul da capital, estão entre os grandes projetos habitacionais em execução pela prefeitura de São Paulo.
No caso do Residencial Major Paladino, onde a família de Ronaldo e outras 243 construirão as histórias a partir de agora, a nova etapa aproxima o empreendimento da fase final e amplia o acesso à moradia definitiva para famílias de baixa renda atendidas pelo Pode Entrar, o maior programa habitacional da história da cidade.
Outras três torres já foram entregues no local, somando 791 apartamentos, e mais uma segue em construção, totalizando 1.035 unidades, com investimento de mais de R$ 333 milhões, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FUNDURB), da Prefeitura, e do Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura (FMSAI).
Os apartamentos têm entre 52 m² e 53 m², com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, oferecendo conforto e funcionalidade às famílias atendidas.
Ronaldo morará com a esposa e os dois filhos, de 17 e 12 anos, e celebra a conquista como um legado para a família. “É muito bom poder proporcionar isso aos meus filhos, porque é uma coisa nossa. Vai ser meu por enquanto, mas, lá na frente, vai ser deles”, afirmou.
Ao comentar sobre a estrutura no entorno do condomínio, ele também destacou a proximidade de serviços essenciais. Animado, Ronaldo comentou sobre o futuro do neto. “Vai ser muito legal! Eu falei: ‘meu filho, agora seu filho vai ficar na creche do lado de casa. Vai ser uma maravilha.”

Outra contemplada, a diarista Ludivânia Feitosa Vieira, de 28 anos, comemorou a conquista da casa própria após passar por muitas dificuldades. “Estou muito feliz, é uma bênção de Deus. Não via a hora de pegar a chave. Morava antes na comunidade, onde às vezes alagava, e houve um incêndio no qual a gente perdeu nossa casa, perdemos tudo. Foi bem difícil.”
As famílias beneficiadas viviam em áreas de risco, em comunidades como Moinho, Virtudes, Pau Queimado, Cristina Tomás, Diogo Pires e Nova Jaguaré, além de regiões como Humaitá, Japiassu, Ilha Verde, Lidiane, Humaitá Caixa C, Jardim Wilson e Ponte Orestes Quércia. Até a entrega das unidades, eram atendidas pela Prefeitura de São Paulo com auxílio-aluguel.
Residencial Mix Morumbi
No Residencial Mix Morumbi, mais 373 apartamentos foram entregues pela Prefeitura de São Paulo a pessoas de baixa renda que esperavam há anos pela casa própria. As novas unidades já começaram a receber os primeiros moradores, na maioria famílias que viviam em área de risco em Paraisópolis. Os demais atendidos integravam a demanda habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do estado.
O condomínio composto por duas torres, com 373 apartamentos no total. Uma delas tem 188 unidades e a outra, 185. O residencial tem três elevadores e no estacionamento há 75 vagas cobertas (uso comum), duas para pessoas com deficiência, 17 para motos, 22 para bicicletas e uma para veículo utilitário.
Um salão de festas, outro de jogos, brinquedoteca e áreas multiuso, assim como playground, academia, quadra poliesportiva e coworking integram a estrutura. O projeto também incorpora soluções sustentáveis, como reservatórios para reaproveitamento de águas pluviais e controle de escoamento.

Residencial Boulevard da Paz
A Prefeitura de São Paulo entregou as primeiras 251 unidades habitacionais do Residencial Boulevard da Paz. Com investimento de R$ 48,5 milhões, as moradias fazem parte da primeira etapa do empreendimento, que terá 539 apartamentos após a conclusão das obras.
As áreas comuns incluem salão de festas, bicicletário, parquinho infantil e redário, além de churrasqueira.
O edifício tem piso térreo e 11 andares. No quarto andar foram instaladas três salas multiuso: a primeira reúne biblioteca e sala de estudos; a segunda abriga brinquedoteca e sala de jogos; e a terceira conta com academia e sala de dança.
As moradias foram viabilizadas pelo Programa Mananciais, crucial para a transformação de vidas em São Paulo ao atuar na urbanização e na preservação de áreas próximas às represas Guarapiranga e Billings.
O programa oferece moradia digna a famílias que viviam em áreas de risco ou recebiam auxílio-aluguel, integrando habitação e saneamento básico.

Pode Entrar
Promovido pela Secretaria Municipal de Habitação, o programa foi desenvolvido para ampliar e facilitar o acesso à moradia no município, por meio de mecanismos inovadores de incentivo à produção de empreendimentos habitacionais de interesse social.
O Pode Entrar atua tanto na requalificação e aquisição de imóveis quanto na oferta de financiamento e locação social subsidiados.
Desde 2021, a prefeitura já entregou mais de 15,8 mil unidades habitacionais na cidade. Somente entre 2025 e 2026, cerca de 8 mil famílias foram beneficiadas com a casa própria. Outras 43,6 mil novas moradias estão atualmente em construção.
A urbanização, também executada pela Secretaria Municipal de Habitação, tem como foco a requalificação e a regularização fundiária de áreas ocupadas de forma precária e sem infraestrutura.
A implantação de ruas asfaltadas, saneamento básico, iluminação pública e serviços urbanos é fundamental para a inserção dessas áreas no contexto legal da cidade e para a promoção de segurança, dignidade e qualidade de vida à população.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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