Muitos não acreditavam que o prefeito Tião Bocalom (PSDB), seria candidato, seja por falta de coragem para deixar o mandato ou porque não conseguiria o PSDB para ancorar a sua candidatura ao governo. A comunicação da sua renúncia enviada esta semana à Câmara Municipal de Rio Branco, tira qualquer dúvida sobre seu próximo passo político. Se alguém se der ao trabalho de ver como foi até aqui a sua trajetória política, verá que tem um nicho grande de eleitores que sempre lhe seguem. Por pouco não derrotou o PT na eleição para governador; foi muito bem votado para deputado federal e só não se elegeu por seu partido não completar legenda; e se elegeu duas vezes prefeito na capital. Sua trajetória começou como prefeito de Acrelândia.
Bocalom é um descrente de pesquisas. Diz que sempre erraram contra ele, e se acreditasse nos números divulgados jamais seria candidato. Vai agora para o seu maior desafio, que é tentar se eleger governador. Terá dois adversários poderosos: o senador Alan Rick (Republicanos) e Mailza Assis (PP), que disputará a eleição como governadora. É cedo, muito cedo para arriscar um prognóstico, as campanhas nem estão nas ruas. Mas, uma coisa é certa: a candidatura do Bocalom não deve ser encarada pelos adversários, como um boi indo para o matadouro. Não tem favorito nessa corrida rumo ao Palácio Rio Branco, campanha se sabe como começa; mas, não se sabe como termina. Portanto, senhores candidatos, não tirem ainda a cerveja e a picanha do churrasco do freezer, para comemorar.
Ninguém esperava. A ex-prefeita de Brasiléia, Leila Galvão, resolveu ser candidata a deputada federal pelo PL, encorpando a chapa do partido. Leila tem a sua base eleitoral no Alto Acre. Tentará repetir a façanha do Zico Bronzeado, que se elegeu deputado federal pelo PT, com os votos daquela região.
O professor Minoru Kinpara se filia hoje ao MDB, por onde será candidato a deputado federal, com o ato marcado para às 9 horas na sede do partido. Vai somar muito na chapa do MDB e disputar com chance uma vaga para a Câmara Federal. Tem um nicho eleitoral que lhe é fiel.
O PSD do senador Sérgio Petecão não terá candidatos para a Câmara Federal; mas em compensação, tem uma chapa parelha para deputado estadual, com possibilidade concreta de ficar com três vagas na ALEAC. Não tem ninguém com mandato.
É completa perda de tempo de deputado reclamar por ser barrado na chapa de deputado estadual do PL. O senador Márcio Bittar (PL) montou a chapa com muito esforço, e se deixar entrar deputados que estão sem legenda, a chapa implode. O que não atentaram é que os integrantes da chapa não estariam apoiando a Mailza para o governo, se não fosse o Bittar estar na aliança.
Um leitor manda pergunta sobre se o secretário de Saúde, Pedro Pascoal, vai continuar ou não no cargo, depois de tanta confusão. Sem bola de cristal, não arrisco responder, mas o que posso dizer é ser a decisão se fica ou vai embora, cheia de complicação, pela pressão de políticos contra ele. Um problemão para Mailza.
O deputado federal Eduardo Veloso (Solidariedade), deu um tiro no pé ao tomar o partido do deputado Afonso Fernandes, que estava com chapa completa para deputado estadual e encaminhada para deputado federal. Afonso foi com todo seu grupo para o União Brasil, onde apoiará a candidatura à reeleição do deputado federal Coronel Ulysses (UB). Ganhou o Ulysses.
Uma coisa o deputado federal Eduardo Veloso (Solidariedade), trate de tirar da cabeça: a chance é zero de compor em uma das vagas para o Senado na chapa da Mailza. Ela teria que tirar ou o Gladsson ou o Bittar, e isso está fora de cogitação.
O MDB está deixando para depois da posse de Mailza Assis (PP) no governo, fazer um grande ato com lideranças nacionais do partido, para anunciar Jéssica Sales (MDB) de vice. O prego está batido, com a ponta virada. Não tem volta neste assunto.
O ex-deputado Antônio Pedro (PSD), o deputado Manoel Moraes (PP), e Padre Antônio Menezes (PT), são os nomes mais fortes, que vão brigar pelos votos para deputado estadual, em Xapuri.
MDB e PP estão de olho na filiação da ex-deputada federal Vanda Milani, que ainda não se decidiu sobre por qual partido disputará uma vaga na Câmara Federal. Vanda é dona de um potencial eleitoral de peso, por isso sua adesão é cobiçada pelos dois partidos.
A grande maioria dos deputados que estão correndo atrás de siglas para se filiar, nunca tiveram nenhuma vida orgânica nos seus partidos, fizeram mandatos isolados e somente agora voltaram a se lembrar que partidos são importantes. Por isso, ninguém tem que reclamar por estar sendo barrado nos partidos que procuram.
Uma das disputas mais duras por vagas de deputado federal será travada dentro da aliança PP-UB, com nomes fortes e com estruturas de campanha poderosas. José Adriano, Socorro Neri, Fábio Rueda, Coronel Ulysses, Zezinho Barbary e Mazinho Serafim, vão brigar por três vagas certas. Uma quarta depende da performance dos outros partidos.
O prefeito Tião Bocalom tem mantido em segredo os nomes dos seus candidatos a deputado federal. Os únicos nomes previstos são o da sua mulher Kelen Bocalom e João Marcos.
Caso não aconteça nenhum impedimento jurídico, uma das duas vagas ao Senado ficará com o governador Gladson Cameli. A briga pela segunda vaga será muito embolada. A decisão com quem fica será decidida na campanha e por detalhes. Se o Cameli não for candidato, neste caso o jogo fica mais embolado ainda.
Luis Carlos Moreira Jorge, Bacharel em Direito, no jornalismo político desde 1978, militou nos principais órgãos de comunicação do estado, foi secretário de Comunicação de três governadores e três prefeitos.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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