Gol se despede da Bolsa de Valores do Brasil nesta sexta. Entenda

Divulgação/GOL
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A Gol, uma das três maiores companhias aéreas do país, se despede da Bolsa de Valores do Brasil (B3) nesta sexta-feira (27/3).

Segundo comunicado divulgado pela empresa na última quarta-feira (25/3), a Gol Linhas Aéreas Inteligentes será incorporada pela Gol Linhas Aéreas S.A. (GLA).

A medida faz parte de uma estratégia de reduzir custos, simplificar a estrutura e consolidar a reestruturação iniciada após o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, concluído em junho do ano passado.

Na prática, isso significa que a Gol deixará de ter ações abertas e passará a ser privada, controlada pelo Grupo Abra.

Ações remanescentes

Durante o período de aquisição de ações remanescentes em sua oferta de aquisição de ações, a Gol adquiriu 730,9 milhões de ações preferenciais dos acionistas vendedores, o que correspondeu a 0,06% do seu capital social.

Segundo a Gol, detentores de 12,9 milhões de ações preferenciais exerceram o direito de recesso e terão um reembolso de R$ 11,45 por papel, o que representa um pagamento total de R$ 148,5 milhões.

O direito de recesso é a faculdade legal assegurada a acionistas minoritários ou sócios de se retirarem de uma sociedade quando discordam de decisões aprovadas em assembleia – como fusões, mudanças no objeto social ou alterações estatutárias drásticas.

Ainda de acordo com a Gol, o pagamento aos acionistas que venderam seus papéis no período de aquisição remanescente e também aos dissidentes está previsto para a próxima segunda-feira (30/3).

A holding Abra, que controla a Gol, está em processo de abertura de capital nos EUA. A Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) deve ocorrer ainda neste ano.

Entenda

Atualmente, a Gol é listada no Nível 2 da B3, que exige regras rígidas de transparência e governança. Com a mudança, a empresa deixa de seguir essas exigências e suas ações deixarão de ser negociadas no mercado.

A OPA é um processo por meio do qual um controlador, acionista ou investidor oferece comprar ações de uma empresa listada na Bolsa.

A operação pode ser usada para fechar o capital da empresa, assumir o controle societário, simplificar a estrutura de ações ou para que os investidores saiam de uma companhia que está em processo de fusão. O procedimento é regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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