
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não é uma condição que afeta apenas os anônimos. Muitos famosos, do Brasil e do mundo, já foram diagnosticados com o problema, marcado principalmente pela instabilidade emocional, relacionamentos conturbados, impulsividade e medo crônico do abandono.
Famosas
A condição se manifesta, geralmente, no início da idade adulta e pode causar muita dor de cabeça se não for tratado. Em todo o mundo, muitas celebridades já afirmaram sofrer com o transtorno ou com sintomas semelhantes, como a atriz Angelina Jolie e a cantora Britney Spears.
No Brasil, o problema também atinge famosas. A apresentadora e ex-modelo Monique Evans, por exemplo, já falou sobre o transtorno. Além dela, a atriz e influenciadora Joana Cabral, eleita Miss Bela São Paulo, abriu o coração e falou abertamente sobre o diagnóstico de borderline.
Ela contou que através do autoconhecimento conseguiu controlar o transtorno. “Muitas pessoas com borderline passam anos se sentindo ‘erradas’, sem saber porquê. Quando eu finalmente entendi o que estava acontecendo, comecei a substituir a culpa por consciência. Isso abriu espaço para me auto cuidar”, explicou.
Desabafo
Joana afirmou, ainda, começou a se entender e se tratar com mais gentileza quando resolveu procurar ajuda. “Isso não significa que tudo ficou fácil, o border ainda traz desafios, mas o autoconhecimento mudou completamente a forma de lidar com eles. Entendi que não somos difíceis de amar. Só aprendemos a nos abandonar primeiro”.
A influenciadora refletiu que muitas mulheres crescem acreditando que precisam ser escolhidas para se sentirem valiosas. “Acabamos achando que é um padrão normal. Mas aqui está a verdade que talvez ninguém diga com clareza: rejeição não define o nosso valor. Ausência não define quem somos. E quem vai embora… não mede a nossa importância”, disse.
O que dizem os especialistas
Taty Ades, psicanalista especialista em Transtorno Borderline e Amor Patológico, concordou com as posições da influencer e vai além: segundo ela, suportar frustrações sem colapsar é sinal de amadurecimento emocional.
De acordo com ela, quem sofre de Transtorno de Personalidade Borderline vive em intensa instabilidade. “Há uma dificuldade importante em sustentar uma imagem estável de si e do outro. Isso faz com que pequenas situações sejam vividas com grande intensidade emocional, como se reativassem dores mais antigas, muitas vezes ligadas a experiências precoces de abandono, negligência ou invalidação emocional”.
A psicanalista listou os sinais mais comuns, que podem incluir medo intenso de abandono, relacionamentos instáveis, oscilações emocionais rápidas e profundas, sensação crônica de vazio, impulsividade, raiva intensa e episódios de dissociação ou sensação de não pertencimento ao próprio corpo.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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