
Lideranças bolsonaristas avaliam que o principal responsável por dificultar a aprovação do relatório final da CPMI do INSS não foi apenas o governo Lula, mas, sim, o escândalo do Caso Master, que virou alvo da comissão.
A conta é de que o Centrão, grupo de partidos que têm maioria no Congresso, teria outra posição sobre os indiciamentos pedidos pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), caso o Master não estivesse envolvido.
Até mesmo a prorrogação da CPMI, negada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), poderia ter um desfecho diferente caso as revelações sobre o Master não tivessem surgido, avaliam os bolsonaristas.
Com o Master na mira da comissão, o Centrão pulou para o lado do governo e ficou contra o relatório de Gaspar. Sem votos necessários para sua aprovação, a CPMI do INSS foi concluída sem um texto final aprovado.
CPMI sem relatório
Na madrugada deste sábado (28/3), a comissão que investigou a Farra do INSS chegou ao fim sem ter seu relatório final aprovado. O texto de Gaspar foi rejeitado em votação na CPMI por 19 votos a 12.
Os governistas, com maioria no colegiado, tentaram emplacar um relatório alternativo, feito pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que pedia o indiciamento de Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), no entanto, não acatou o relatório paralelo, cancelando a possibilidade de nova votação que poderia ocorrer na manhã deste sábado.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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