A possibilidade de uma 3ª via nas eleições (por Ricardo Guedes)

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Flávio Bolsonaro pediu para TCU investigar as contas do governo Lula

As pesquisas de opinião apontam a prevalência de Lula e de Flávio Bolsonaro sobre os outros candidatos, na ausência de alguém que seja conhecido e considerado como viável, nos questionários apresentados, com o voto indo para Lula ou para Flávio Bolsonaro na intenção de se evitar o outro, salvaguardando a polarização. Nas ruas, entretanto, e em todos os ciclos sociais por onde se navega, é persistente a forte indignação com os dois lados; de Bolsonaro, ou  “Bolsonaros”, que receberam o voto de crédito da população em 2018 para a mudança do país e o jogaram no caos político em 2022 na tentativa da quebra da ordem institucional, sem nenhum crescimento econômico do país durante este período; e de Lula, de 2022 a 2026, pelo mal Governo que tem apresentado, sem nenhum crescimento econômico e com a inflação de bens básicos acima da reposição salarial.

Desde 2010 o Brasil patina com o PIB estancado em US$ 2,2 trilhões de dólares correntes, enquanto, no mesmo período, o mundo cresceu de US$ 69 trilhões para US$ 111 trilhões, os Estados Unidos de US$ 15 trilhões para US$ 29 trilhões, a Europa de US$ 15 trilhões para US$ 20 trilhões, a China de US$ 7 trilhões para US$ 19 trilhões, e outros tantos países que cresceram significativamente. Ninguém guenta!

O fenômeno da 3ª via poderá surgir durante o período eleitoral, com os programas na TV, rádios e debates, quando as possíveis alternativas serão conhecidas, em havendo empatia do candidato e receptividade de suas propostas por parte do eleitor. O candidato deverá apresentar propostas viáveis para uma alternativa de maior consenso para o país, cansado que está o eleitor da polarização vazia, que não desenvolve o país e não põe comida na mesa.

Pode ser que Caiado, dependendo de sua postura, se firmemente critico aos dois lados, convincente, e com propostas viáveis, represente a 3ª via. Ou outro candidato, que no momento não podemos imaginar quem possa vir a ser. As dificuldades de novos valores emergirem dentro das estruturas partidárias, entretanto, pode ser significativa tal o grau de oligopolização hoje atingido pelos Partidos Políticos devido à gestão das emendas parlamentares e do fundo partidário. Se não, permanece a polarização.

O eleitor fará o cálculo do almejado, se percebido como viável, vis-à-vis o risco dos extremos de se reelegerem, sem soluções para o país. Será um cálculo de custo-benefício da oportunidade do voto.

Que joguem as suas “cartas”.

Minas, como o “swing State” do Brasil, por excelência, será o indicador das tendências.

Como dizia Hélio Garcia, então Governador de Minas Gerais, que muito bem se aplica ao caso atual, “Eleição, somente depois do 7 de setembro”.

A ver.

 

Ricardo Guedes é Ph.D. em Ciências Políticas pela Universidade de Chicago e CEO da Sensus  

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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