
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Netoevitou encontrar a família de Gisele Alves Santana após a morte da esposa, em 18 de janeiro. Durante o interrogatório, o oficial alegou que teve receio de ser responsabilizado pelos pais de Gisele. Neto está preso em São Paulo acusado de feminicídio e fraude processual, por interferir na cena do crime.
Após a prisão, o tenente-coronel foi levado para o 8º Distrito Policial (Belenzinho), na região central da capital paulista, para o interrogatório. O Metrópoles teve acesso à gravação. Em um dos momentos, o delegado responsável pelo caso questionou se Neto quis ver o corpo de Gisele após a confirmação da morte.
“Não, porque até a orientação das psicólogas e do meu comandante era de que os familiares da Gisele estavam vindo para o Hospital das Clínicas. E temíamos a atitude do pai e da mãe dela em relação a mim se nos encontrássemos pessoalmente. Que, na cabeças deles, eu que teria matado a filha deles“, respondeu.
Morte de PM Gisele levou à prisão de tenente-coronel
Mesmo no 8º DP, onde os pais de Gisele também foram ouvidos, o oficial relatou que houve cuidado por parte das psicólogas para evitar o contato. O tenente-coronel sustenta que a esposa cometeu suicídio.
Contradições
Conforme publicado pelo Metrópoles, o tenente-coronel apresentou uma série de contradições no interrogatório feito pela polícia imediatamente após a prisão dele.
Geraldo usa a pressão alta como principal justificativa para o comportamento que adotou logo após encontrar a esposa baleada. Supostamente nervoso, ele fez diversas ligações antes de pedir socorro e entrou no banho pela segunda vez em poucos minutos.
O tenente-coronel afirma que tomou o segundo banho após “alguém” – que ele supõe ser um médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou um policial – medir a pressão arterial dele, verificar que estava alta e indicar uma ducha para aliviar a condição.
O delegado que interroga Geraldo aponta que, pelas câmeras corporais dos policiais presentes, em nenhum momento ele é visto sendo atendido ou tendo a pressão aferida antes do banho.
A autoridade ainda destaca que é contraditório e “estranho” o marido priorizar um banho após ver a esposa agonizando. Além disso, pontuou que, enquanto Geraldo estava no banho “relaxando e refletindo” sobre a pressão, Gisele ainda estava viva e respirando, momento em que deveria ter recebido os primeiros socorros.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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