
Amigos e familiares realizaram, na manhã deste domingo (29/3), um ato que cobra justiça pela morte do jovem Rodrigo Castanheira, 16 anos, que foi agredido e morto pelo ex-piloto Pedro Turra.
O ato teve início às 9h na Torre de TV e seguiu, com uma passeata, para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Segundo o advogado da família, Albert Halex, o objetivo da manifestação é “exigir uma investigação completa sobre todos os integrantes do veículo” onde estava Turra, na briga do dia 22 de janeiro.
Nessa sexta-feira (27/3), o ex-piloto teve o sétimo pedido de habeas corpus negado. Na última decisão, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Messod Azulay, destacou que a prisão foi fundamentada pelo fato de o jovem ter mantido contato com testemunhas e combinado versões.

No trio elétrico, o pai da vítima, Ricardo Castanheira, manifestou a dor da família e cobrou a responsabilidade e punições a todos os envolvidos, conforme a lei.
“Ninguém merece passar por isso. Não desejo isso a ninguém. A gente só precisa de justiça, é simples. A gente precisa saber porque eles [o grupo] não foram indiciado, sendo que eles foram lá [para festa] para matar o Rodrigo. Tem mensagens trocada entre eles. Foi premeditado”, disse.
Durante o ato, o tio, Flavio Henrique Fleury, também cobrou o avanço do Projeto de Lei Rodrigo Castanheira. O PL 555/2026, apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) após a morte do jovem, prevê aumento de pena para crimes de homicídio e lesão corporal cometidos contra crianças e adolescentes.
A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado.
O tio de Rodrigo criou um abaixo-assinado sobre o tema, que foi compartilhado pelo senador e pré-candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL), no Instagram.
Solicitação de investigação
A família da vítima já havia solicitado a abertura de um inquérito, durante coletiva de imprensa feita no dia 27 de fevereiro.
O advogado Albert Halex afirmou aos jornalistas que foram feitos dois pedidos à Justiça para que os outros quatro ocupantes do veículo presentes no momento da briga também sejam responsabilizados pelo crime e de que há indícios de que houve premeditação do crime.
“A defesa e a família têm a convicção de que houve premeditação e todos devem ser denunciados. De fato, eles praticam o crime em bando, em várias oportunidades. Em todos os outros casos de agressão de Pedro, essas mesmas pessoas também tiveram participação, então é um modus operandi”, afirmou.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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