
O Palácio do Planalto aposta que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pode abraçar a PEC que prevê o fim da escala 6×1 de olho em uma marca positiva para seu mandato como chefe da Casa.
A avaliação é de que o fim da escala 6×1 pode ser uma alterativa à reforma administrativa, proposta que Motta queria votar, mas que acabou empacando na Câmara diante do forte lobby funcionalismo público.
Motta terminou 2025 com a imagem enfraquecida após o motim bolsonarista que ocupou a Mesa Diretora e a apresentação de propostas ideológicas, como a dosimetria para os condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro.
A PEC do fim da escala 6×1 foi apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) em fevereiro de 2025 e endossada pelo governo Lula publicamente como uma das prioridades para o ano de 2026.
O texto protocolado, que ainda deve passar por alterações no Congresso, propõe a redução da jornada de trabalho para quatro dias semanais, com duração de oito horas diárias, totalizando 36 horas por semana.
O PT aposta no tema como marca para campanha Pa reeleição de Lula. Para conseguir uma aprovação mais rápida no Congresso, o Planalto estuda enviar um projeto de lei, que exige apenas 257 votos, menos que os 308 da PEC.
Um líder do Centrão próximo a Motta afirmou à coluna, sob reserva, que o fim da escala 6×1 seria “bom” para o presidente da Câmara, que disputará a reeleição para deputado em outubro e, depois, para o comando da Casa.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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