A desconfiança de líderes da Câmara com o sucessor de Gleisi

Gil Ferreira/Ascom-SRI
Olavo Noleto, secretário do Conselhão

O anúncio de Olavo Noleto como sucessor de Gleisi Hoffmann à frente do Ministério das Relações Institucionais a partir de abril foi recebido com desconfiança por alguns líderes da Câmara.

Parte das lideranças da Casa ouvidas pela coluna avaliam que o fato de Noleto não ser oriundo do Congresso Nacional pode atrapalhar o diálogo dele com os parlamentares, sobretudo com os senadores.

 

Há preocupação, em especial, de que Noleto não cumpra os acordos firmados por Gleisi. O temor, porém, é amenizado com a permanência de Marcelo Cunha, na secretaria-executiva da pasta.

Cunha é considerado o braço-direito de Gleisi no ministério e, na avaliação dos líderes, daria segurança aos parlamentares para que os acordos firmados na gestão da ministra sejam cumpridos.

Gleisi deixa o ministério

Gleisi deixará o ministério no Planalto e retomará seu mandato na Câmara em abril para ficar apta a disputar as eleições de outubro. A pedido de Lula, ela vai concorrer ao Senado pelo Paraná.

Antes da saída da ministra, Noleto já participa de agendas com parlamentares em busca de aproximação. Na semana passada, por exemplo, foi ao jantar oferecido por Lula a deputados na Granja do Torto.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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