
Neste planeta cheio, exaurido, com seis bilhões de pessoas paupérrimas e carentes de solidariedade, há que pensar políticas públicas que abordem exatamente esses problemas: o atulhamento, a exaustão das fontes e fossas planetárias, a miséria humana. Crenças antigas, cuja eficácia na redução desses problemas tem sido praticamente nula, não deveriam mais, como infelizmente ocorre, moldar as ideias de dirigentes de nações e de grupos que lhes dão suporte.
O senhor Zack Polanski, este o nome dele, disse outras verdades importantes. Por exemplo, afirmou que ao invés de focar no crescimento do PIB, seu governo priorizaria a saúde da população, a coesão social e o bem-estar das comunidades. Há algo errado nessas prioridades?
Questionado reiteradamente sobre o mesmo tema, se procuraria o crescimento da economia, respondeu que essa é uma maneira errada de colocar a questão. Lembrou que se uma empresa joga esgoto num rio e depois paga para limpá-lo, tecnicamente isso aumenta o PIB. Essa prioridade pode criar incentivos e consequências inesperadas. Ao contrário, defende, os governos deveriam construir políticas voltadas a “missões” mais amplas, tais como “enfrentar a emergência climática, reduzir as desigualdades, e melhorar a vida das pessoas”.
A ideia de “missões” a orientar as políticas públicas, envolvendo todos os setores, tem sido cada vez mais aceita em grupos crescentes de analistas; há exemplos históricos que mostram que essa abordagem, e não a busca da miragem do indefinido “desenvolvimento econômico”, funciona: o desafio de se mandar e trazer uma pessoa à Lua na década que então se iniciava, feito pelo Kennedy, e o Plano de Metas, com o qual Kubistchek transformou o Brasil.
Que a novidade vinda da Inglaterra se espalhe com rapidez e força, repetindo, ou mesmo superando, o que fizeram aqueles quatro rapazes que cantaram e encantaram o Planeta! Um dos quais, vale lembrar, nos pediu que imaginássemos um planeta sem motivos pelos quais morrer, ou matar!
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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