O Acre aparece entre os 20 estados brasileiros com nível de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em alerta, risco ou alto risco, segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento é referente à Semana Epidemiológica 10, compreendida entre os dias 8 e 14 de março, e antecede o início oficial do outono, que começa nesta sexta-feira (20).
O boletim chama atenção para o avanço da influenza A no país antes mesmo do período de maior sazonalidade, que costuma ocorrer no outono e no inverno. Embora o aumento mais expressivo esteja concentrado em estados do Nordeste, Centro-Oeste e parte do Norte, o Acre integra a lista das unidades da federação que apresentam crescimento nos casos de SRAG na tendência de longo prazo.
De acordo com a análise, o vírus sincicial respiratório (VSR) tem contribuído significativamente para o aumento de casos graves em crianças menores de dois anos no Acre e em outros estados da Região Norte, como Amazonas, Pará, Roraima e Rondônia.
Entre crianças e adolescentes, o rinovírus é o principal responsável pelas hospitalizações. Já entre jovens, adultos e idosos, a influenza A aparece como a principal causa de casos graves. A Covid-19, embora ainda presente, tem incidência mais concentrada em estados do Sudeste e segue em níveis mais baixos.
Em todo o país, o cenário indica aumento na tendência de longo e curto prazo dos casos de SRAG. Em 2026, já foram notificados 20.311 casos da síndrome, dos quais 37% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório.
Entre os casos confirmados neste ano, 41,9% foram causados por rinovírus, 21,8% por influenza A, 14,7% por Covid-19, 13,4% por VSR e 1,5% por influenza B. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a influenza A aumentou sua participação, representando 25,4% dos casos positivos.
Diante do avanço da influenza A, o Ministério da Saúde definiu novas estratégias de vacinação para 2026. A campanha contra a influenza nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste ocorrerá de 28 de março a 30 de maio. Embora o cronograma específico para a Região Norte possa variar, a orientação nacional reforça a importância da imunização.
Segundo a pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos. “A principal forma de prevenção contra os casos graves e óbitos é a vacina. Já temos a vacina contra o VSR para as gestantes e no dia 28 começa a vacinação contra a influenza A para os grupos prioritários”, afirmou.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas
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