Adailton Cruz recua de “chapão” e deve ir para o MDB

Durante participação no programa Boa Conversa – edição Aleac, o deputado estadual Adailton Cruz (PSB) confirmou na manhã desta terça-feira, 24, que deve ficar fora do chamado “chapão” articulado pela base governista e fez críticas à falta de espaço político para parlamentares dentro de algumas siglas. O chapão da morte se refere à junção da federação União Brasil e Progressistas, que deve contar com mais de dez parlamentares.

“A gente está com esse convite aberto para o chapão, é até louvável porque o nosso nome foi lembrado, mas é uma chapa muito difícil para a gente. Então, eu estou também conversando com a Mailza, governadora, que vai assumir dia 2, e encaminhando a nossa decisão política”, afirmou.

O parlamentar destacou que a decisão ainda será discutida com sua base política e sindical, mas sinalizou que o caminho mais provável é fora da federação que reúne União Brasil e Progressistas.

“Então, provavelmente não estaremos no chapão, eu agora vou sentar com a nossa base, com o nosso sindicato, com os trabalhadores, expor todo o cenário e juntos a gente caminhar. Mas, de coração, devido a questão de cenário, provavelmente não estaremos no chapão até terça-feira estará fechado e batido martelo”, declarou.

Ao comentar sobre possíveis caminhos partidários, Adailton Cruz revelou afinidade com o MDB e confirmou diálogos com lideranças da sigla. “O MDB é um partido que eu gosto, tenho uma empatia muito grande pelo MDB e recebi já o convite da Antônia Sales, já conversei com o Vagner, já conversei com o Tanízio, a porta está aberta. Vejo lá um cenário bom, não é fácil, que lá é pesado também, a gente tem nomes de peso lá, de grande expressão, fora as surpresas que sempre aparecem”, disse.

Apesar da inclinação, o deputado afirmou que a decisão final ainda depende de avaliação interna. “Vamos ter ainda uma conversa com o presidente do partido e acredito que até terça a gente fecha também o martelo com relação ao partido. E, de coração, se fosse decidir agora, como disse, ia ser MDB, mas ainda vamos por todos os pontos a favor e contra e sentar com a nossa base para encaminhar”, completou.

Durante a entrevista, o parlamentar também criticou a limitação de espaço em partidosaliados e apontou dificuldades enfrentadas por deputados na construção de candidaturas, a exemplo do veto do PL, presidido pelo senador Marcio Bittar, a candidatos com mandatos.

“Agora, o senador Bittar precisa de apoio e é importante dar a oportunidade de abrir, porque realmente os demais que não tem para onde ir ficam em uma situação muito ruim, tendo que escolher entre chapão ou um ou outro partido, que o cenário também não é bom, ou ir para um partido que não tem garantias, inclusive, de atingir legenda. Então, o cenário é ruim”, afirmou.

“Eu assino embaixo o que os demais parlamentares se manifestaram com relação a situação, também vejo que é preciso mais sensibilidade. Como é que eu vou apoiar alguém que não me dá espaço?”, criticou.

Adailton Cruz também comentou a mobilização de servidores públicos do Acre e defendeu avanços nas negociações salariais. “O movimento dos servidores públicos do Acre é legítimo, eu sou servidor e estou com eles, a gente não tem agora condições de implementar o plano, quando eu falo de saúde em razão do limite fiscal, mas o servidor não pode ficar chupando o dedo em razão das perdas dos últimos 3, 4 anos, tanto da inflação, que é um dos pedidos do RGA, e também o reajuste das verbas idendizatórias”, declarou.

O deputado afirmou que acompanha as negociações e cobrou uma definição por parte do governo.“O governo está reunido, estão fazendo os cálculos, eu acredito que ainda essa semana eles devem definir a questão do reajuste das verbas indenizatórias, porque é um alento aos trabalhadores, mas outro ponto importante é o RGA, e a gente vai cobrar e estamos cobrando, eu espero que seja encaminhado, porque se não encaminhar vai ser um desgaste imenso, e todo mundo já sabe, eu estou do lado dos nossos sindicatos, dos nossos servidores”, concluiu.

Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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