
Encontrado em frutas, laticínios e até mesmo no leite materno, a tagatose surge como uma opções aos adoçantes artificiais para pessoas com resistência à insulina ou diabetes devido ao seu baixo impacto glicêmico. O alimento pode ser encontrado separadamente em casas de produtos naturais, bem como de forma on-line.
De acordo com a nutricionista Carla de Castro, a principal diferença entre a tagatose e sacarose, é que a primeira tem um sabor muito semelhante ao açúcar tradicional, com menos gosto residual que outros tipos de adoçante. Além disso, ela “possui um comportamento metabólico diferente no organismo“, pois não é totalmente absorvida pelo intestino.

Por esse motivo, a profissional explica que a tagatose provoca menos picos de glicose e insulina no sangue, sendo considerada uma opção interessante para pessoas com resistência à insulina e também para pacientes com diabetes, desde que utilizada com orientação e moderação.
Recentemente, pesquisadores da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos descobriram como produzir esse adoçante de forma mais eficiente e barata do que a feita atualmente, o que levanta a possibilidade de que a tagatose se popularize nos próximos anos.

Adoçante natural, mas sem exageros
Apesar de ser uma alternativa promissora, a nutricionista Carla de Castro destaca que a tagatose não deve ser vista como um ingrediente liberado. “O consumo em excesso pode causar desconfortos gastrointestinais, como gases, distensão abdominal e até diarreia, principalmente em pessoas com intestino sensível ou com condições como síndrome do intestino irritável“, diz. A melhor estratégia costuma ser introduzi-la aos poucos, observando a tolerância individual.
Em relação aos picos de glicose, nutricionista destaca que a tagatose tende a causar muito menos variação glicêmica do que o açúcar comum, mas isso também depende da quantidade utilizada e do contexto alimentar. “É uma alternativa melhor e mais segura para o metabolismo, mas ainda assim deve ser usada com equilíbrio, como parte de uma alimentação estruturada e não como substituição ilimitada do açúcar no dia a dia”, finaliza

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Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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