Aguardando contato de Aécio, Bocalom diz que seguirá apoiando Bittar e Gladson

O prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom (PL), confirmou na tarde desta terça-feira (3), durante coletiva no auditório da ACISA, em Rio Branco, que recebeu oficialmente da direção nacional do Partido Liberal (PL) a negativa para disputar o Palácio Rio Branco pela sigla em 2026.

Apesar do revés, Bocalom afirmou que manterá sua pré-candidatura por outro partido e declarou que continuará apoiando o senador Márcio Bittar (PL) ao Senado e também a candidatura do governador Gladson Cameli ao Senado, além de manter os cargos ligados ao grupo de Bittar na prefeitura.

Segundo o prefeito, a confirmação da decisão veio por telefone do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, após conversa com o senador Márcio Bittar e com o senador Rogério Marinho.

“Ele disse que infelizmente, na conversa com Rogério Marinho e com o próprio Márcio, a decisão tomada era de que eu estaria liberado para ir para outro partido, porque o PL não terá candidatura de governador”, afirmou.

Bocalom relatou que Valdemar chegou a reconhecer que a sua candidatura poderia fortalecer o partido no estado, mas prevaleceu o entendimento de manter alinhamento com o grupo do Progressistas.

“A alegação do Márcio e do Rogério Marinho é que eles têm feito uma conversa com o Ciro Nogueira e que vão ficar junto lá com o PP”, disse, referindo-se ao presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira.

“A verdade é que nós estamos mantendo a nossa pré-candidatura, porque nós seremos candidato a governador em 2026”, declarou.

Ele revelou que já retomou diálogo com lideranças nacionais do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), como o deputado federal Aécio Neves e o ex-senador Tasso Jereissati, além de manter conversas com o Avante.

“Se Deus quiser, dentro de mais uma semana talvez a gente tenha a definição do partido que a gente deve seguir”, afirmou.

Questionado sobre como ficará sua relação com Márcio Bittar após o senador ter se posicionado contra sua pré-candidatura em Brasília, Bocalom reconheceu desgaste político, mas reafirmou apoio.

“Evidentemente que não fica mais como era antes, porque não sou eu, é o grupo que me acompanha. Todo mundo está chateado com o que está acontecendo. Mas eu vou continuar dando apoio a ele, continuar pedindo voto a ele”, disse.

O prefeito reforçou que seus dois candidatos ao Senado continuam sendo Márcio Bittar e Gladson Cameli.

Bocalom também confirmou que manterá os indicados ligados ao grupo de Márcio Bittar na estrutura da Prefeitura de Rio Branco, inclusive a secretária municipal de Meio Ambiente, que é nora do senador.

“Com certeza serão mantidos. Não tem motivo para dispensar os colaboradores que nós temos, que são amigos do Márcio que a gente colocou ali. Diante do trabalho e das ajudas que ele deu para nossa prefeitura, não é justo fazer isso.”

Sobre a formação de chapas proporcionais, Bocalom afirmou que já articula nomes para deputado federal e que o grupo pode surpreender.

“Tenho certeza absoluta que montaremos uma chapa para deputado federal que deverá eleger no mínimo uma, mas poderá chegar a três”, declarou, evitando citar nomes.

Ao encerrar a coletiva, o prefeito adotou tom resiliente, lembrando que já deixou outras siglas ao longo da trajetória política.

“É a quarta vez que sou convidado a deixar um partido. Foi assim no PSDB, no Democratas, depois no PP. Não sei por que isso acontece, mas Deus tem sido muito bondoso conosco. Quando uma porta se fecha, outra se abre.”

O cenário político no Acre segue em intensa movimentação. Com a saída do PL, Bocalom agora acelera negociações para definir seu novo partido e consolidar a candidatura ao governo em 2026.

Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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