Alerta: saiba qual é o 3º câncer mais comum no DF e como tratá-lo

Peter Schreiber.media/Getty Images
Ilustração médica do câncer colorretal - pólipo. Metrópoles

O câncer colorretal, conhecido como câncer de intestino, já se tornou o terceiro tipo de tumor mais frequente no Distrito Federal. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no âmbito da campanha Março Azul-Marinho.

Este tipo de tumor costuma se desenvolver de forma silenciosa, o que dificulta o diagnóstico precoce. O paciente pode passar anos sem ter sintomas.

“O câncer colorretal costuma crescer de forma gradual”, explica a médica proctologista Ana Rosa Melo, do Hospital de Base. “Quando aparecem sintomas como sangramento nas fezes, mudança do hábito intestinal, perda de peso ou anemia, muitas vezes o tumor já está em estágio mais avançado.”

Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer de intestino estão o consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ingestão de álcool, obesidade, sedentarismo e tabagismo.

Durante o mês de março, a campanha Março Azul-Marinho busca conscientizar a população sobre a prevenção e detecção do câncer colorretal. O DF tem 19,42 casos a cada 100 mil habitantes — a sexta maior incidência do país.

O Hospital de Base é referência em atendimento oncológico na rede pública do DF. A unidade presta, todo ano, cerca de 1 mil atendimentos relacionados à doença.

Onde procurar atendimento

Em caso de sintomas suspeitos, a orientação é procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). O paciente passa por avaliação na Atenção Primária, onde podem ser solicitados exames iniciais e encaminhamento para acompanhamento especializado.

O acesso aos serviços de maior complexidade ocorre por meio da regulação da rede pública de saúde. Após a avaliação inicial na Atenção Primária, o paciente pode ser encaminhado a unidades de referência, como o Hospital de Base, conforme a necessidade clínica identificada pela equipe de saúde.

A adoção de hábitos saudáveis e o acompanhamento médico ajudam a reduzir riscos. A recomendação é começar os exames de prevenção a partir dos 45 anos. A frequência deve ser definida pelo médico, de acordo com o histórico e os fatores de risco de cada paciente.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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