
Uma amiga de Rafael de Castro Pereira, de 33 anos, que foi encontrado nu e morto dentro do apartamento onde morava na Liberdade, região central de São Paulo, na madrugada desta sexta-feira (20/3), estava com a vítima no dia anterior ao ocorrido. Foi ela quem encontrou o corpo do amigo.
O Metrópoles teve acesso ao boletim de ocorrência, no qual amiga revela em depoimento à polícia como foram os últimos momentos de Rafael.
Segundo a amiga, ela e Rafael haviam ido juntos ao Parque da Aclimação, na zona sul da capital paulista, na terça-feira (17/3). Na noite do mesmo dia, eles se juntaram com outros dois amigos e foram para um bar, na Baixada do Glicério, região central.
Por volta das 3h de quarta-feira (18/3), a amiga e Rafael foram ao apartamento onde ele morava. Lá, por volta das 4h30, Rafael desceu. De acordo com o depoimento, ela não sabia o que ele tinha ido fazer, mas acreditava ser algo relacionado a drogas, já que o amigo era usuário de cocaína e maconha.
Quando subiu novamente, Rafael estava acompanhado de um rapaz que a amiga não conhecia. Segundo o relato, “o próprio Rafael disse que não conhecia o rapaz”. Ela foi embora por volta das 5h e deixou os dois homens no apartamento.
Ainda na quarta-feira, por volta das 16h, ela e Rafael se falaram por WhatsApp. Ela não notou nenhuma diferença nas mensagens enviadas pelo amigo e perguntou se o rapaz ainda estava na casa dele. Ele respondeu que sim.
Na quinta-feira (19/3), a amiga mandou mensagem para Rafael às 19h, mas não obteve resposta. Ela e um outro amigo foram ao apartamento na Liberdade para procurar o rapaz. Eles bateram na porta, mas não foram atendidos.
Como Rafael era do Rio de Janeiro e morava em São Paulo há mais de dois anos sem família por perto, a amiga tinha a chave da unidade e abriu a porta, segundo relatou à polícia.
Ao entrarem no apartamento, os amigos sentiram um cheiro forte e notaram que o imóvel estava revirado, além de que haviam muitas roupas em cima do corpo de Rafael, que estava caído ao lado da cama, no quarto.
A amiga deu falta da bicicleta de Rafael – avaliada em cerca de R$ 1.000 – e do celular da vítima.
De acordo com a amiga, Rafael era homossexual e tinha costume de se encontrar com pessoas que conhecia em apps de relacionamento, além da questão do uso de drogas. “Por esses dois motivos, era comum que Rafael levasse para seu apartamento pessoas que não conhecia muito bem”, disse no depoimento.
Rafael havia sido demitido recentemente, segundo a amiga.
De acordo com informações iniciais da equipe pericial, estima-se que a morte tenha ocorrido entre a noite de quarta e a madrugada de quinta-feira.
Além de estar sem roupas, Rafael estava deitado de bruços em um dos cômodos do apartamento quando foi encontrado pela amiga. Logo ao chegar no local, os policiais militares que atenderam a ocorrência sentiram cheiro forte e viram que a casa estava toda revirada.
“O corpo estava com os pés e mãos amarrados, de bruços, sem roupas, ao lado da cama e coberto com roupas diversas. Havia sinais de violência física no corpo, aparentando ter sido espancado”, descreveram os agentes.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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