
Um jovem de 19 anos que filmou a briga entre o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, e Rodrigo Castanheira, 16, disse à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que não interviu em nenhum momento porque queria gravar o amigo “se defendendo” do adolescente.
Veja:
Nesta quarta-feira (11/2), o vídeo do interrogatório passou a circular nas redes sociais (assista acima). O depoimento foi colhido na 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), em 23 de janeiro – um dia após a confusão.
No vídeo, o amigo de Pedro, que também tem 19 anos, alegou inicialmente que teria tentado, sem sucesso, separar a briga. Contudo, o delegado refutou a argumentação, ressaltando que em nenhum momento da filmagem ele tenta entrar no meio da confusão.
O delegado então reforçou a pergunta, e o jovem respondeu que “não sabia” o porquê de não ter separado. Depois, justificou dizendo que, “se sobrasse alguma coisa disso”, ele queria “mostrar que o Turra estava se defendendo”.
Entenda o caso:
“Narrativa favorável”
A Justiça do Distrito Federal já havia autorizada desde o dia 30 de janeiro a quebra de sigilo de dados telemáticos contra Pedro e dois amigos próximos no curso da investigação que apura o caso. Um desses amigos é o que afirmou a autoria da gravação.
Segundo a decisão, mensagens trocadas entre Pedro Turra, M.P.G e I.V.P indicam que os investigados teriam se comunicado para ajustar uma narrativa favorável ao agressor, logo após o episódio de violência.
O juiz destacou que os relatos prestados por M.P e I.V à polícia apresentam semelhança relevante, especialmente no esforço de transferir à vítima a responsabilidade pelo início da agressão, alegando suposta provocação e a existência de um canivete, versão que, até o momento, não encontra respaldo técnico nos autos.
Em uma nota publicada, a defesa do adolescente agredido já havia pedido pela responsabilização daqueles que estavam presentes no momento da briga e não impediram o avanço dos ataques.
“O grupo que frequentemente circula junto ao acusado e que foi ouvido como testemunha não pode ser isentado de responsabilidade por omissão”, afirmou o advogado Albert Halex.
“Soco foi causa da morte”
Nas redes sociais, Albert Halex informou que a família teve acesso ao prontuário médico e que dados preliminares “indicam ausência de relação entre causa do falecimento e o veículo mencionado”. A publicação foi feita nesta quarta-feira (11/2).
“Ressaltamos que todos os traumas e as cirurgias foram realizados no lado esquerdo do crânio de Rodrigo, local do soco, enquanto soco desferido pelo agressor apresentou impacto de altíssima intensidade, com força considerada descomunal.”
Ao Metrópoles o advogado declarou ainda que não há qualquer lesão no lado direito da cabeça do adolescente, lado que, segundo versões apresentadas anteriormente, teria atingido o carro.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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