
A empresária Anita Harley, de 78 anos, herdeira das Casas Pernambucanas, está em coma desde 2016. Dona de um patrimônio estimado em R$ 2 bilhões, ela se tornou o centro de uma complexa disputa judicial que ainda não foi concluída.
Criada no Recife, Anita é bisneta de Herman Lundgren, fundador da rede varejista. Após a morte da mãe, Helena Lundgren, nos anos 1990, assumiu a presidência da empresa. A trajetória mudou depois que ela sofreu um AVC, que a deixou em coma.
Antes disso, a herança já era alvo de disputas. Em 2013, após anos de batalha judicial iniciada em 2001, o STJ determinou que 25% das ações da Pernambucanas fossem destinadas aos sobrinhos, conforme testamento de Erenita. Eles também receberam dividendos retroativos milionários.
Cinco sobrinhos foram contemplados: Ana Paula Harley, Robert Bruce Harley, Ana Cecília Harley Noronha, Ana Beatriz Harley e Hugh Anthony Harley. Apesar disso, eles não aparecem no documentário O Testamento: O Segredo de Anita Harley, que aborda a disputa após o AVC.
Com Anita incapacitada, a briga se intensificou em torno da curatela. Duas mulheres afirmam ter mantido união estável com a empresária e disputam reconhecimento na Justiça. De um lado está Sônia Soares, conhecida como Suzuki, apontada como “dama de companhia”. Ela morava na mansão e afirma que a relação ia além do vínculo profissional.
Do outro, Cristine Rodrigues, secretária de confiança, afirma ser a companheira legítima. Ela foi indicada em testamento vital para cuidar de Anita e recebeu, em 1999, uma procuração com “poderes especiais”, incluindo acesso ao leito em caso de incapacidade. Em 2022 a Justiça invalidou o documento e Cristine foi impedida de visitar Anita.
A disputa ganhou novos contornos com Arthur Miceli, filho de Suzuki, que obteve reconhecimento de maternidade socioafetiva com Anita. O caso gerou reação negativa de parte da família, que não o reconhece como herdeiro.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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