
Nesta semana, o universo da moda foi surpreendido pelo anúncio de uma parceria entre o estilista John Galliano, ex-Dior e Maison Margiela, e a gigante Zara, na qual assinará coleções da marca espanhola pelos próximos dois anos. A novidade foi recebida com entusiasmo pelos fashionistas, porém resgatou o passado polêmico que assombra a vida do estilista – e que teve um grande impacto em sua carreira nos anos 2000.
Vem entender!

O legado de Galliano
Foi na Givenchy que John Galliano começou a construir sua reputação como um estilista que pensa fora da caixinha. Ele ficou à frente da grife de 1995 a 1997, tornando-se o primeiro britânico a assumir o controle criativo de uma casa de moda francesa. Após dois anos, foi convidado por Bernard Arnault, proprietário da LVMH, para comandar a Christian Dior, onde ficou por 14 anos. Na época, a maison encontrava-se em decadência, e a chegada de Galliano deu outro rumo à marca.

O período em que foi o diretor criativo da Dior ficou conhecido como Era Galliano, e foi marcado por referências excêntricas e inspiração em estéticas como a Revolução Francesa, o movimento Punk e o universo de O Grande Gatsby. O estilista inglês também foi o responsável por criações icônicas da grife, como a bolsa Saddle, uma das mais emblemáticas da marca até hoje.

Galliano também fez história pela Maison Margiela, que comandou de 2014 a 2024. Lá, assinou as coleções de pret-à-porter (ou “pronto para vestir”) femininas e masculinas, além da coleção Artisanal, de alta-costura, em seu último ano.



Relembre as polêmicas
Engana-se quem pensa, no entanto, que a saída de Galliano da Dior foi tranquila. Se sua passagem pela grife foi tão marcante e revolucionária, por que deixá-la? Em 2011, o estilista se envolveu em uma polêmica das grandes, que levou à sua demissão da marca francesa.
O então diretor criativo da maison, na época com 50 anos, foi acusado de antissemitismo ao insultar mulheres em um bar em Paris, dizer que “amava Hitler” e que os pais de uma delas poderiam ter sido mortos em uma câmara de gás.

“Pessoas como vocês seriam mortas hoje, suas mães, seus antepassados seriam mortos com gás”, disse ele, em vídeo divulgado pelo jornal The Sun. De acordo com a publicação, ele estava embriagado e também teria trocado tapas com as mulheres antes de ser detido pela polícia francesa. Galliano negou todas as acusações.

O episódio levou à demissão de John Galliano da Dior. Em comunicado, o presidente-executivo da grife na época, Sidney Toledano, disse que condenava firmemente o que foi dito pelo estilista. O criativo foi considerado culpado pelo tribunal de Paris por “insultos públicos baseados em origem, filiação religiosa, raça ou etnia”, recebendo duas “multas em suspenso”, que somavam seis mil euros.

Nos três anos que seguiram o incidente, ele ficou afastado e em tratamento de reabilitação por uso de múltiplas substâncias, até que assumiu a direção criativa da Maison Margiela, em 2014.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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