Ao mais íntimos, Bocalom quer ser chamado de governador e não de prefeito

BOA CONVERSA

Ao mais íntimos, Bocalom quer ser chamado de governador e não de prefeito

Por Lucas Vitor13 de março de 2026 – 12h57 5 min de leitura
Foto: Whisley Ramalho

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A formalização da aproximação entre o Progressistas (PP) e o MDB, que deve garantir ao partido emedebista a indicação do vice na chapa da vice-governadora Mailza Assis, movimentou o cenário político acreano nesta semana. O tema dominou o debate do programa Boa Conversa nesta sexta-feira (13).

“A aliança foi legal para a Mailza e para o MDB porque entrando na chapa majoritária, a Mailza não pode disputar a reeleição e para Mailza foi importante porque ela coloca uma porteira no Juruá com o grupo dos Sales. Todas as forças influentes do Juruá estarão com a Mailza, para ela essa aliança foi a sopa no mel. O Leonardo é desconhecido e o Marcus está intransigente para ocupar a vice, ofereceram pra ele colocar a mulher ou o irmão para disputar o estadual e então eu acho que vai ser a Jéssica”, pontuou Crica.

Foto: Whisley Ramalho

“Bocalom sai e o MDB entra em relação às eleições de 2024, com um ganho para o Gladson e a Mailza, que terão um partido orgânico. Esse movimento de a Jéssica não ser candidata, eu não acredito. Eu soube que ela estaria reticente em relação ao pedido do pai para ocupar a vice de Mailza porque a vontade dela era ser candidata ao Senado, pois deseja voltar para Brasília, mas ela gostaria de ser candidata a federal. Só que isso é especulação, eu acredito que vá ser ela mesmo a vice de Mailza”, afirmou Astério Moreira.

Durante o debate, os comentaristas, o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul e presidente estadual do MDB, Vagner Sales, reforçaram que o partido deverá indicar o vice na chapa de Mailza. Entre os nomes citados estão a deputada federal Jéssica Sales, o ex-prefeito de Rio Branco Marcus Alexandre e o advogado Leonardo Melo. “O Gladson disse que quer a Jéssica Sales e essa aliança tem a digital dele, que é o Gladson arquiteto dessa aliança. Ele tem problema de gestão, mas de política ele entende”, afirmou Astério Moreira.

Foto: Whisley Ramalho

Outro movimento que pode fortalecer ainda mais o partido é a possível migração de parlamentares para o MDB. Segundo o deputado estadual Tanízio Sá, nomes como Michelle Melo, Gilberto Lira, Adailton Cruz e André da Droga Vale estariam avaliando ingressar na sigla.

“A Antônia Lúcia ligou para ele pedindo uma vaga no MDB para disputar a reeleição, pedindo o número 1515, que era do Flaviano, e o Vagner disse que não teria problema. Além disso, o André da Vale sinalizou que vai disputar a reeleição pelo MDB. A chapa boa é a chapa que tem voto”, afirmou Crica.

“Quem for para o MDB para disputar a eleição de federal, vai sabendo que a cota vai ser R$ 500 mil, não vai ter esse dinheiro para todos. O MDB não cumpriu na eleição de 24 com os candidatos à Prefeitura. O Mazinho vai para o MDB com a indicação do coronel Jader Barbalho e ele que está determinando”, pontuou Astério Moreira.

Os comentaristas abordam a possibilidade de uma aliança do prefeito Tião Bocalom com o senador Alan Rick (Republicanos), que é pré-candidato ao Governo do Acre. “Há conversas do grupo do Alan com o grupo do Bocalom, se vai dar jogo eu não sei, em política tudo é possível. Lembre que a política separa os amigos e junta os inimigos”, afirmou Astério Moreira.

Foto: Whisley Ramalho

Durante o evento, Crica, Astério e Marcos também destacaram os desdobramentos das relações entre o prefeito Tião Bocalom e o senador Marcio Bittar, ambos do PL. “Pelo núcleo duro do Bocalom, o pessoal do Bittar estaria todo fora da Prefeitura e, se dependesse do núcleo duro do Bocalom, até o elevado Mamedio Bittar ia trocar de nome”, afirmou Marcos Venicios.

“Essa paz entre o Bocalom e o Bittar vai durar até a campanha. Na campanha, não digo que vai ter choque entre os dois, mas a militância pode ter casos e todos sabem como a campanha começa, mas não como termina”, afirmou Crica.

Durante o programa, os comentaristas abordaram a situação de Jorge Viana, que está numa indecisão sobre a disputa ao Senado. “Ele é candidato, esse vídeo é de quem é candidato, mas aí a gente olha pra SP, o Haddad não ganha em SP, mas será candidato, a Tebet também, vão todos para o sacrifício. Quem está torcendo para o Jorge não ser candidato é o Petecão pelos votos porque os votos do JV vai uma parte para o Petecão”, avaliou Astério Moreira.

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Lucas Vitor

Lucas Vitor

Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

lucasvitorac77@gmail.com

Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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