
O Itamaraty indicou a integrantes da embaixada dos Estados Unidos em Brasília que deverá receber o assessor do governo Donald Trump para políticas relacionadas a assuntos brasileiros, Darren Beattie.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o pedido de audiência foi feito pela embaixada nesta semana, após o ministro do STF Alexandre de Moraes cobrar detalhes da agenda de Beattie no Brasil.
A sondagem para o encontro, de acordo com o Itamaraty, foi feita por e-mail e WhatsApp, o que provocou incômodo na diplomacia brasileira. Segundo diplomatas, o correto seria fazer via comunicação oficial.
Apesar do incômodo, auxiliares do chanceler brasileiro, Mauro Vieira, afirmaram à coluna que a recepção deve acontecer. O diplomata que deve receber o americano ainda está em avaliação pelo Itamaraty.
O assessor de Trump deve chegar na próxima semana para participar de uma conferência sobre minerais críticos e reuniões com autoridades brasileiras, segundo informações do governo americano.
Ao saber da viagem do conselheiro ao Brasil, a defesa de Jair Bolsonaro solicitou que Beattie pudesse visitar o ex-presidente na prisão. O pedido chegou a ser aceito pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que depois negou.
O Metrópoles mostrou, na coluna de Manoela Alcântara, que Moraes considerou uma ponderação do Itamaraty ao reformar a decisão inicial em que havia autorizado a visita do americano.
O Itamaraty argumentou ao STF que a visita de Beattie “não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro”.
O Ministério das Relações Exteriores ressaltou ainda que a visita do americano a Bolsonaro não foi comunicada previamente às autoridades diplomáticas brasileiras.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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