O governo do Pará exonerou o assessor da Casa Civil, Michel Silva Ribeiro, preso pela Polícia Federal na segunda-feira (16), em Belém, sob suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado a contratos da Fundação Cultural do Pará (FCP). O decreto foi assinado pelo governador Helder Barbalho (MDB) na terça (17) e publicado no Diário Oficial na quarta-feira (18).
Michel ocupava o cargo desde 2011 e, segundo o Portal da Transparência, recebeu R$ 6,4 mil em fevereiro de 2026.
A prisão ocorreu durante uma ação da PF com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), após o saque de R$ 500 mil em espécie realizado por um dos investigados. De acordo com a PF, o grupo é suspeito de lavar recursos provenientes de contratos que somam R$ 3,8 milhões.
Durante a abordagem, houve tentativa de fuga e troca de tiros, mas ninguém ficou ferido. Os agentes apreenderam o dinheiro, uma pistola, celulares e um veículo de luxo.
As investigações, baseadas em relatório do Coaf, apontam indícios de uso de “laranjas”, empresas de fachada e incompatibilidade entre movimentações financeiras e a capacidade econômica dos envolvidos. Os crimes apurados incluem lavagem de dinheiro, associação criminosa, corrupção, resistência e porte ilegal de arma.
O caso tramita sob sigilo de justiça e foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF). A FCP e as defesas dos demais investigados ainda não se manifestaram.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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