O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela neste sábado (3) deixou 40 mortos, informou o jornal americano The New York Times. A ofensiva, que atingiu diversos pontos de Caracas, resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, que foram levados para Nova York em um navio de guerra dos EUA.
Em pronunciamento após a ação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA irão comandar a Venezuela /Foto: Reprodução
Em pronunciamento após a ação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA irão comandar a Venezuela até a transição de governo e assumir o controle das instalações petrolíferas do país. Trump também repetiu acusações de que Maduro liderava um cartel de narcotráfico na região.
Segundo relatos publicados pelo The New York Times, a ofensiva vinha sendo planejada há meses, em meio a intensas operações marítimas perto da costa venezuelana. A ação foi executada nas primeiras horas do sábado, sob o nome de Operação Absolute Resolve, e envolveu tropas de elite, incluindo a Delta Force, além de apoio de inteligência da CIA.
Planejamento e execução
Fontes familiarizadas com o assunto disseram que o planejamento detalhado da operação incluiu a construção de uma réplica do esconderijo de Maduro, usada para treinos de entrada em sua residência fortificada. A CIA teria mantido agentes em solo venezuelano desde agosto, reunindo informações sobre a rotina do presidente, o que teria facilitado a captura.
Nicolás Maduro e sua esposa/ Foto: Reprodução
Outras fontes informaram à Reuters que a operação contou com um informante próximo a Maduro, capaz de indicar sua localização exata no momento da ação. O presidente Trump aprovou a missão quatro dias antes da execução, mas equipes militares e de inteligência sugeriram aguardar condições climáticas mais favoráveis para o início da ofensiva.
Recompensa
A pressão em torno de Maduro já vinha se intensificando desde agosto, quando o governo Trump elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à sua prisão. Naquele período, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Mar do Caribe, inicialmente sob o argumento de combater o narcotráfico internacional.
Com o passar dos meses, autoridades norte-americanas, sob condição de anonimato, passaram a afirmar que o objetivo final era derrubar o governo de Maduro.
Detalhes da operação
A operação começou na madrugada deste sábado, com bombardeios e incursões direcionadas, e se estendeu por várias horas. Trump, acompanhado de assessores, acompanhou o desenrolar da missão ao vivo a partir de seu clube em Mar-a-Lago, na Flórida. As forças americanas conseguiram capturar Maduro e sua esposa, retirando-os do país e transferindo-os diretamente para os Estados Unidos.
O número de mortos nclui combatentes e civis, de acordo com as informações publicadas pelo The New York Times. Autoridades americanas ainda não divulgaram balanço oficial, e o governo venezuelano também não se pronunciou sobre os números no momento.
Repercussão internacional
A ação dos Estados Unidos já provocou reações de governos e organismos internacionais, que questionam a legalidade da ofensiva e seus efeitos sobre a soberania da Venezuela e a estabilidade regional. A operação representa uma intervenção direta de grande escala em um país soberano, com implicações diplomáticas e legais ainda em curso.

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