Atletas acreanos da bocha paralímpica se preparam para disputa no Pará

O time acreano de bocha paralímpica do Centro de Apoio à Pessoa com Deficiência Física do Acre (CAPDAC) vem intensificando os treinamentos para disputar o Regional Norte da modalidade, que acontece entre os dias 16 e 19 de abril, em Ananindeua, no Pará. A competição reúne atletas de vários estados da região e pode garantir vaga em campeonatos nacionais e internacionais.

Durante visita ao local de treinamento da equipe, o videomaker do ac24horas, Kennedy Santos, conversou com atletas e professores sobre a preparação e os desafios enfrentados. Segundo o professor Cleimak Lopes, a equipe conta com oito atletas confirmados para a competição e segue em ritmo de preparação. “Nós agradecemos pelo local, né? A secretaria nos cedeu. Mas infelizmente não é o local ideal. O piso é um pouco irregular, é aberto, então nós precisamos de um local melhor. Estamos batalhando por isso e, se Deus quiser, nós vamos ter uma quadra para a gente aí, para esses meninos estarem mostrando o seu talento”, afirmou.

A professora Luciana Lima reforçou a dificuldade de adaptação dos atletas quando competem em estruturas profissionais. “Tem uma imprecisão grande. Lá é tudo nivelado, profissional. Aí a gente chega lá com os atletas, tem toda uma estrutura, tudo profissional, tudo certinho, e eles têm um pouco de dificuldade para se adaptar. A quadra ideal é uma quadra lisinha, uma quadra lisa. O tamanho ideal da quadra é 12 por 8. Quando tem suas divisões, a gente divide, monta a quadra”, explicou.

Entre os atletas que integram a equipe está Afonso Dias, um dos pioneiros da bocha paralímpica no Acre. Ele conta que pratica o esporte há mais de uma década e já acumula participações em diversas competições. “Desde 2009 que eu jogo. Já participei de vários campeonatos, porque eu não tenho noção de quantos campeonatos. Já fui campeão em Porto Velho”, afirmou.

De acordo com o professor Cleimak Lopes, Afonso tem papel importante na história da modalidade no estado. “Esse rapaz aqui é a história do Acre. Ele é o nosso primeiro atleta de bocha. Em 2009 eu tive o prazer de trabalhar com ele também. Ele foi representando aqui junto com outros atletas. Temos Eduardo também e outros tantos. Mas a bocha veio para cá porque um amigo nosso viu. E graças a Deus estamos hoje aí. Temos aqui oito atletas e mais outros também. No estado eu creio que a gente chega perto dos 20 atletas de bocha”, destacou.

Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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