Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • CPMI pede indiciamento de família do DF envolvida na farra do INSS

    CPMI pede indiciamento de família do DF envolvida na farra do INSS

    Sobrado ongs investigadas

    Irmãos, filho, cunhado e esposa. Ao menos cinco pessoas de uma mesma família, moradora do Recanto das Emas, no Distrito Federal, estão por trás da criação da Associação dos Aposentados do Brasil (AAB) – uma das instituições investigadas no caso que ficou conhecido como a Farra do INSS.

    Desse total, pelo menos três integrantes tiveram pedido de indiciamento solicitado pela CPMIque investiga os descontos ilegais em aposentadorias e pensão da Seguridade Social.

    Entre eles está Dogival José dos Santos, que presidia a AAB. A entidade foi criada especificamente para replicar o modelo de descontos não autorizados aplicado pela Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais (Conafer) – outra instituição envolvida nas fraudes.

    Conforme consta no relatório final da comissão, Dogival ocupava posição de liderança estratégica e operacional no núcleo da organização criminosa mantida por seu círculo familiar.

    Uma quebra de sigilo financeiro, encaminhado à comissão, aponta Dogival – que era motorista, como um dos principais emissores e receptores de recursos dentro da rede de branqueamento do grupo.

    Entre 2019 e 2025, o homem realizou 353 depósitos em favor da esposa, Lucineide dos Santos Oliveira, totalizando R$ 741 mil. “Tais transações fracionadas e repetitivas configuram a técnica de smurfing – utilizada para ocultar o rastro do dinheiro e dificultar a fiscalização bancária”, disse a CPMI.

    Além disso, Dogival é acusado de articular a gestão de recursos com o filho – Dogival José dos Santos Júnior, e com o cunhado, Samuel Chrisóstomo – que também atuava como contador da Conafer, utilizando empresas de faixada para lavar o proveito dos crimes.

    “Ao comandar a transição da AAB para o setor previdenciário e operar o duto financeiro que escoava milhões de reais para o seu núcleo familiar, o indiciado usurpou a ética associativa e concorreu diretamente para a lesão patrimonial de milhões de brasileiros vulneráveis”, declarou a CPMI, que pediu indiciamento do homem por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

    Responsável pelas empresas de faixada

    Samuel Chrisóstomo era o responsável por movimentar e lavar vultosos volumes de recursos, operando um núcleo que, em conjunto com sua irmã Lucineide dos Santos Oliveira, transacionou cerca de R$ 250 milhões de origem ilícita.

    Citado como o terceiro principal operador financeiro da organização criminosa liderada por Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, Samuel Chrisóstomo é acusado de comandar um “complexo ecossistema de empresas de fachada destinadas a absorver, circular e ocultar ativos extraídos de segurados do INSS”.

    O Metrópoles denunciou, em novembro de 2025, que Samuel, Lucineide e uma terceira pessoa vinculada à Conafer criaram diversos CNPJs distintos que operavam no mesmo conjunto de endereços na capital da República. A maior parte dos empreendimentos supostamente funcionam na parte superior de um pequeno sobrado no Recanto das Emas.

    Segundo a CPMI, as investigações revelaram que as empresas de Samuel, além de lavarem recursos da AAB, emitiam notas fiscais frias para justificar contabilmente o recebimento de valores da Conafer.

    O esquema caracterizava-se por um “ciclo fechado”, onde os recursos saíam da Conafer para as empresas do investigado e, em seguida, eram repassados para empresas ligadas ao assessor do presidente da confederação.

    Para garantir o controle absoluto do esquema, Samuel posicionou familiares próximos, como sua mãe, irmão e filho, em cargos de cúpula e conselhos da AAB.

    Na qualidade de pessoa física, Samuel recebeu ao menos R$ 15 milhões de suas próprias empresas de fachada.

    Diante dos fatos, a CPMI pediu o indiciamento de Samuel por organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, corrupção ativa e participação em furto e fraude eletrônica.

    Os repasses

    No relatório, a CPMI disse que Lucineide dos Santos Oliveira atuava tanto como tesoureira da AAB quanto no núcleo financeiro que operava as fraudes da Conafer.

    Ela também é apontada como uma operadora estratégica na lavagem de dinheiro e na pulverização de recursos desviados de aposentados.

    “A indiciada controlava a Expresso Serviços de Publicidade e Marketing, a Impacto Serviços de Apoio Adm e a Solution Serviços de Locação e Apoio. Tais empresas, sediadas em endereços no Recanto das Emas (DF) e sem funcionários registrados, receberam o total de R$ 141 milhões, sendo R$ 138,9 milhões da Conafer e R$ 2,9 milhões da AAB”, disse a CPMI.

    Como pessoa física, Lucineide recebeu R$ 160,9 milhões entre 2019 e 2025, dos quais R$ 113 milhões vieram diretamente da Conafer. “Essa movimentação é flagrantemente incompatível com sua realidade econômica, visto que em 2022 ela possuía renda formal de apenas R$ 2 mil e histórico de inscrição no CadÚnico”, consta no relatório.

    A investigação financeira comprovou que Lucineide transferiu R$ 40 mil, em 2024, para o servidor Pedro Alves Corrêa Neto, apontado como o principal técnico que facilitava os processos das associações na DIRBEN/INSS.

    Por meio de sua empresa Expresso Marketing, Lucineide enviou R$ 9,5 milhões para a BSF Gestão em Saúde – controlada por Danilo Trento – e repassou R$ 5,94 milhões para o BK Bank – instituição investigada por lavar dinheiro para organizações criminosas.

    Além disso, efetuou uma transferência única de R$ 600 mil, em 2024, para o Auto Posto Topa Tudo – estabelecimento localizado em Minas Gerais e utilizado para branqueamento de capitais.

    Ainda segundo o relatório, Lucineide transferiu cerca de R$ 700 mil para o escritório de Milena Câmara, filha do Deputado Federal Silas Câmara. Esses pagamentos ocorreram entre 2023 e 2024, coincidindo temporalmente com reuniões de articulação entre o parlamentar e o presidente da Conafer.

    Após o início dos repasses milionários, Lucineide adquiriu uma frota incompatível com seus rendimentos: um Porsche Boxster 2023, uma Mitsubishi Triton 2024 e um VW T-Cross 2025. A Polícia Federal aponta que ela também registrava veículos de terceiros em seu nome para blindar o patrimônio dos líderes da organização.

    Com isso, Lucineide teve pedido de indiciamento feito pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

    O outro lado

    O Metrópoles tentou contatar os envolvidos, mas não obteve retorno até a última atualização no texto. O espaço segue aberto para manifestação.

  • Fim do governo Ibaneis: relembre fatos marcantes dos últimos 7 anos

    Fim do governo Ibaneis: relembre fatos marcantes dos últimos 7 anos

    LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES
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    Ibaneis Rocha (MDB) deixou a cadeira de governador do Distrito Federal após passar sete anos e três meses no cargo. Em seu segundo mandato, Ibaneis antecipou a saída do GDF para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de 2026.

    Estreante no cenário político, Ibaneis foi eleito pela primeira vez em 2018. Antes, fez carreira como advogado na capital. Ele presidiu a Seccional do DF da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), de 2013 a 2015. Em 2018, foi diretor do Conselho Federal e corregedor-geral da entidade.

    Em 28 de outubro de 2018, com mais de 1 milhão de votos válidos, Ibaneis Rocha foi eleito governador o Distrito Federal. Foi o primeiro brasilienses a ocupar o cargo.

    Primeiro mandato

    O primeiro mandato de Ibaneis foi marcado por desafios inesperados. No início do segundo ano à frente do GDF, ele enfrentou a chegada da pandemia de Covid-19 no DF.

    Em 2020, logo após a confirmação do primeiro caso da doença, Ibaneis foi responsável por decretar restrições de deslocamento. Aulas, eventos públicos e até serviços públicos foram suspensos.

    Um ano depois, Ibaneis decretou um lockdown na capital federal. O DF chegou a ter toque de recolher noturno. Entre 2022 e 2023, as medidas restritivas foram relaxadas.

    Para Ibaneis, grande parte do primeiro mandato foi utilizada para “organizar o DF”. Em entrevista concedida ao Metrópoles na sexta-feira (27/3), disse que “Brasília estava abandonada”.

    “Não tinha obras, não tinha perspectiva, não tinha nem projetos. Foi um período de muito sofrimento para mim. Nós tínhamos mais de R$ 8 bilhões em dívidas. Quando eu recebi, nós regularizando toda a situação financeira do Distrito Federal e passamos a fazer grandes obras”, afirmou.

    Entre as obras lembradas pelo governador estão o túnel de Taguatinga, a DF-140, o Drenar-DF. Ibaneis também citou as entregas de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e de Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Segundo ele, foram cerca de 7,3 mil obras entregues nos últimos sete anos. 

    Segundo mandato

    Nas eleições de 2022, o emedebista candidatou-se à reeleição, em 2022, obtendo 832.633 votos (50,31% dos votos válidos) e venceu. Tornou-se o primeiro a ser reeleito em primeiro turno no DF.

    Pouco tempo depois, Brasília foi palco dos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023. Prédios dos Três Poderes foram invadidos e depredados por extremistas. No total, 1,4 mil pessoas foram condenadas pelos crimes, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), responsabilizado por tentativa de golpe de estado.

    Ibaneis foi afastado do cargo de governador por 65 dias, alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal no contexto da investigação sobre o 8/1. Ao retornar, Ibaneis afirmou que estava “de coração limpo”. Em março de 2025, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou o inquérito em relação a Ibaneis.

    Ibaneis reassume mandato após 65 dias afastado do cargo durante investigações sobre 8/1

    Segundo as investigações, não foram identificados atos do governador para “mudar planejamento, desfazer ordens de autoridades das forças de segurança, omitir informações a autoridades superiores do governo federal ou mesmo impedir a repressão do avanço dos manifestantes durante os atos de vandalismo e invasão”.

    Servidores

    Entre 2024 e 2025, o GDF concedeu reajustes salariais e reestruturou carreiras. Entre as medidas, se destacam: o aumento de até 27,2% na remuneração de policiais solicitado pelo GDF, aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Lula (PT); reajuste das gratificações por titulação para professores da rede pública de ensino; e a nomeação de mais de 2 mil policiais e bombeiros do DF.

    A gestão de Ibaneis Rocha também criou o GDF Saúde, plano de saúde dos servidores da capital da República, que atende mais de 80 mil pessoas. 

    Nos últimos anos do mandato, órgãos do governo distrital foram alvos de investigação, como a Secretaria de Esporte, a Secretaria de Educação, o Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (Iges-DF) e o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF).

    A 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou o ex-presidente do Iprev-DF, Ney Ferraz Júnior, por corrupção e lavagem. Ele negou irregularidade e recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ibaneis exonerou Ney, que estava na função de secretário de Economia, após a decisão de segunda instância.

    Caso Master

    Em 2026, prestes a finalizar o mandato, o governo de Ibaneis mergulhou na crise do Banco de Brasília (BRB) envolvendo o Banco Master. O BRB precisa cobrir prejuízos nos negócios feitos com o Banco Master, alvo de investigação da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

    Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, nesta sexta-feira (27/3), Ibaneis declarou que “nunca tinha ouvido falar o nome do banqueiro Daniel Vorcaro e Banco Master na história”. Afirmou que esteve na casa de Vorcaro para um almoço, na ocasião em que falaram sobre “avião e vinhos”, mas negou ter tratado da compra do Master pelo BRB, que acabou barrada pelo Banco Central.

    “Eu comecei a tomar conhecimento de que existiria essa operação em andamento relacionada à compra do Master pelo BRB. Quis entender como era essa operação e fui convencido pelo Paulo Henrique [ex-presidente do BRB] de que seria uma operação que faria o BRB se transformar no sexto maior banco do Brasil, sem necessidade de aporte financeiro do Governo do Distrito Federal”, declarou.

    Ibaneis disse também que não detém conhecimento do sistema financeiro ou bancário e que não sabe nem “passar Pix”. “As contas minhas quem acompanha são meu filho e minha ex-esposa. Eu sou meio analógico ainda. Eu não tinha capacidade técnica de avaliar se aquela operação era ou não correta. Eu tinha que acreditar no meu principal interlocutor naquele momento, que era o Paulo Henrique“, afirmou.

    Questionado se sabia que o BRB comprou R$ 16 bilhões em carteiras de crédito suspeitas de serem falsas do Master, Ibaneis negou. “Eu só vim a descobrir realmente o que é que estava sendo feito, mesmo sem ter notícia dos valores, quando começou a dar problema, aí eu comecei a ser procurado”, contou.

    Veja a entrevista completa:

    Futuro político

    Ibaneis pretende se candidatar a uma vaga no Senado Federal. Na entrevista concedida ao Metrópoles no último dia como governador, ele afirmou que quer construir uma unidade com os outros candidatos de centro-direita.

    Entre os pré-candidatos, figuram os nomes da deputada federal Bia Kicis (PL), da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), do desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo) e do governador Ibaneis Rocha (MDB).

    “Vou tentar construir essa unidade até o último momento. Se não for possível, nós vamos ter que ir para a eleição. Mas eu vou fazer uma eleição onde eu não pretendo atingir ninguém. Eu quero fazer uma eleição mostrando o que eu fiz e o que eu tenho de potencial para fazer”, disse.

    “Tem um objetivo maior para todos nós de centro-direita. Já falo de forma declarada que é tirar a esquerda do poder, porque a esquerda infelizmente não tem trazido benefícios para o crescimento do Brasil“, completou.

    As eleições estão marcadas para 4 de outubro deste ano. Ibaneis apadrinhará Celina Leão (PP), que tomará posse como governadora do DF nesta segunda-feira (30/3), como sua sucessora no GDF.

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    Bonde dos Galãs? Trio feio de doer usava isca trans para armar cilada

    A trupe, que mais parece um elenco de filme de vilão de baixo orçamento, usava o charme de fachada para atrair vítimas para o local do roubo

  • Senador alçou cidade onde tem hotel a líder das emendas Pix em SP

    Senador alçou cidade onde tem hotel a líder das emendas Pix em SP

    Fotomontagem/Metrópoles
    Fotomontagem colorida com hotel com piscina ao fundo e destaque para senador Alexandre Giordano - Metrópoles

    Poucos municípios paulistas podem dizer que têm um senador para chamar de seu. Morungaba, no interior de São Paulo, é uma dessas exceções. Alexandre Giordano (MDB), que tem negócios por ali, alçou a cidadezinha de menos de 15 mil habitantes ao topo do ranking de emendas Pix em São Paulo.

    Pouco conhecido, o suplente que assumiu em 2021 após a morte de Major Olímpio (do antigo PSL) chamou a atenção de muita gente após tentar dar uma carteirada ao ser parado pela Polícia Militar com a carteira nacional de habilitação vencida e sem placa no veículo.

    Em Morungaba, porém, Giordano é conhecido pela verba que canaliza para o município –até hoje, 95% (R$ 29,2 milhões) dos R$ 30,7 mi recebidos em emendas Pix pela pela cidade.

    Levantamento feito pelo Metrópoles mostra que Morungaba recebeu, desde 2021, o equivalente a R$ 2.105,47 por habitante. Mesmo quando se fala em números absolutos, ela fica no top 10, mais especificamente, em nono lugar, acima de cidades muito maiores, como Guarulhos e Santo André.

    As emendas Pix caem direto na conta das prefeituras e só passaram a ser mais facilmente fiscalizadas após ordens do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Conforme revelado pelo Metrópoles, uma das emendas do senador, no valor de R$ 3 milhões, previa melhorias em uma estrada onde fica um hotel fazenda dele, o São Silvano.

    A indicação de 2024 previa o projeto e execução de paisagismo na estrada municipal Benedito Olegário Chiavatto, segundo o portal Transferegov. A via é a mesma onde fica o Hotel Fazenda São Silvano, de propriedade do senador, com diárias de R$ 1,1 mil a R$ 2,2 mil.

    Na ocasião, Giordano afirmou que suas emendas eram feitas após solicitação da prefeitura e que se trata de uma via pública que “beneficia a coletividade”. A obra era prevista para ficar pronta em 24 meses, mas não há atualização sobre essa meta específica no site Transferegov.

    Outra emenda de Giordano, esta do ano passado, visava beneficiar o turismo da cidade, ao destinar quase R$ 3 milhões para o Morungaba Rodeo Fest. Boa parte dos valores de emendas, no entanto, foram para asfaltamento de vias da cidade.

    R$ 100 milhões em emendas

    Diferentemente de muitos parlamentares que preferem pulverizar emendas para diversas cidades, Giordano costuma concentrar suas destinações a poucas cidades, o que reduz o potencial retorno eleitoral das medidas.

    No caso das emendas Pix, os mais de R$ 100 milhões de Giordano foram para apenas sete cidades, sendo Morungaba a segunda colocada. Osasco, a primeira, recebeu R$ 35 milhões. Logo atrás, vem Ubatuba, local que o senador costuma frequentar, a julgar pelos reembolsos de notas de restaurantes que pede no Senado mesmo em dias de recesso), e que teve R$ 24 milhões em destinações.

    Giordano tem base na zona norte de São Paulo, mas não destinou emendas Pix para a capital, hoje administrada por um desafeto do senador, o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

    O que diz Giordano

    Giordano afirmou, em nota, referindo-se às emendas Pix pelo seu nome oficial, que as transferências especiais foram enviadas em um período de seis anos, com média anual de R$ 5,8 milhões. “O fato de o município ter menor população não elimina suas demandas em áreas como saúde, infraestrutura e segurança, nem reduz a necessidade de recursos para seu atendimento”, diz o comunicado.

    Segundo a nota, os recursos foram indicados “a partir de solicitações formais da prefeitura, com base em demandas locais, e seguiram todos os trâmites legais de aprovação, empenho e pagamento”. O senador afirmou que nunca nenhuma verba de emenda foi aplicada em obra que beneficia a propriedade de sua família, “uma vez que o patrimônio familiar foi construído antes do mandato parlamentar”.

    Ainda sobre o caso da ocorrência de trânsito que o colocou em evidência na última semana, Giordano afirmou que “foi autuado e liberado no local, não havendo qualquer tentativa de fuga ou descumprimento de ordem policial”. “As pendências identificadas foram imediatamente encaminhadas para regularização, sendo que o veículo já se encontra devidamente em conformidade com a legislação”.

    Pódio de emendas

    No pódio de cidades com maior valor em emendas Pix por habitante, estão outras duas cidadezinhas do interior, Santa Clara d’Oeste (R$ 1.881,63 per capita) e Queiroz (R$ 1.822,70).

    No ranking de valores absolutos, a primeira colocada segue sendo Carapicuíba, que, conforme o Metrópoles mostrou, é uma espécie de paraíso das emendas, graças às destinações de políticos da bancada evangélica.

    Municípios com maior volume de emendas Pix por pessoa:

    1. Morungaba: R$ 2.105,47
    2. Santa Clara d’Oeste: R$ 1.881,63
    3. Queiroz: R$ 1.822,70
    4. Águas de São Pedro: R$ 1.417,99
    5. Monteiro Lobato: R$ 1.381,56
    6. Rubinéia: R$ 1.258,80
    7. Santa Rita d’Oeste: R$ 1.070,91
    8. Santana da Ponte Pensa: R$ 1.047,33
    9. Pedranópolis: R$ 719,90
    10. Arapeí: R$ 708,79

    Municípios com maior valor absoluto de emendas Pix: 

    1. Carapicuíba: R$ 172.525.404
    2. São Paulo: 75.382.865
    3. Cotia-SP — 55.480.243
    4. Osasco-SP — 46.500.000
    5. Campinas-SP — 41.311.068
    6. Praia Grande-SP — 37.575.748
    7. Embu das Artes-SP — 35.929.673
    8. Ferraz de Vasconcelos-SP — 31.282.278
    9. Morungaba-SP — 30.718.765
    10. Mairiporã-SP — 30.495.249
  • Bombeiro militar morre durante missão de mergulho no Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul

    Bombeiro militar morre durante missão de mergulho no Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul

    O Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) confirmou a morte do 2º Sargento BM Isnard, lotado no 4º Batalhão de Engenharia de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (BEPCIF), ocorrida neste domingo (29) durante uma missão de mergulho em serviço no Rio Juruá, no município de Cruzeiro do Sul.

    De acordo com nota oficial do CBMAC, uma equipe de saúde foi deslocada por via fluvial para interceptar a embarcação e prestar suporte avançado ao militar ainda durante o trajeto até a cidade. Apesar da resposta das equipes de resgate e do atendimento hospitalar, o 2º Sargento não resistiu.

    O Comando do CBMAC, por meio do 4º BEPCIF, presta assistência aos familiares do militar. A corporação destacou que Isnard era reconhecido pelo compromisso, coragem e dedicação na proteção de vidas, e ressaltou que ele honrou o juramento de “Vidas Alheias e Riquezas Salvar”.

    Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.

  • Vereador Márcio Mustafá é conduzido à delegacia após confusão e ameaça a funcionário da UPA

    Vereador Márcio Mustafá é conduzido à delegacia após confusão e ameaça a funcionário da UPA

    O vereador de Rio Branco Márcio Mustafá foi conduzido à delegacia na manhã deste domingo (29), após uma ocorrência de confusão e ameaça registrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Franco Silva na Baixada da Sobral, em Rio Branco. Ele é lider do prefeitura na Câmara Municipal. De acordo com o relato da guarnição, a […]

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    Disputa por chapas expõe fragilidade partidária e coloca mandatos em risco

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