Autor: jonysdavid2017@gmail.com

  • Paulistão A2 2026: veja Ferroviária x Sertãozinho ao vivo

    Paulistão A2 2026: veja Ferroviária x Sertãozinho ao vivo

    chamada_ferxser

    O Metrópoles Esportes transmite, ao vivo e com imagens, pelo YouTube, a partida do Paulistão Série A2 Rivalo 2026, entre Ferroviária e Sertãozinho. A partida acontece no estádio Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), neste sábado (14/2), às 18h.

    Assista ao jogo:

    Paulistão Série A2 é no Metrópoles Esportes

    Metrópoles adquiriu os direitos de transmissão da série A2 do Campeonato Paulista junto à Federação Paulista de Futebol. Neste ano, o canal também vai transmitir partidas dos campeonatos Candango e Catarinense.

    A exibição das partidas é mais uma atração do Grupo Metrópoles, que conta também com o Metrópoles Sports, Metrópoles Music e Metrópoles Endurance.

  • MPF faz recomendação sobre novas perfurações na Foz do Amazonas

    MPF faz recomendação sobre novas perfurações na Foz do Amazonas

    Anton Petrus/ Getty Images
    Campo petrolífero com plataformas ao pôr do sol. Indústria petrolífera mundial - Metrópoles

    O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que só autorize novas perfurações ou ampliações de exploração de petróleo na Foz do Amazonas, se houver atualização de recursos ambientais.

    A manifestação é para que a Petrobras não seja autorizada a fazer a perfuração em três poços adicionais (Marolo, Manga e Maracujá) por simples “anuência” ou “ajuste burocrático”.

    Em duas recomendações, o MPF alerta o Ibama e a Petrobras acerca dos riscos da exploração de petróleo na Foz do Amazonas. O órgão pede a suspensão imediata do licenciamento de pesquisas sísmicas e exige que a análise dos impactos considere os poços previstos para o bloco FZA-M-59 de forma conjunta, não isolada.

    Para os procuradores República no Pará e no Amapá, a forma como os processos estão sendo conduzidos esconde os verdadeiros riscos socioambientais da exploração de petróleo na região.

    Omissão de dados e transparência

    Um dos pontos centrais de uma das recomendações é o bloco de exploração FZA-M-59. O MPF aponta uma contradição entre o que a Petrobras diz à sociedade e o que ela planeja tecnicamente.

    Nos materiais de comunicação e reuniões com as comunidades, a Petrobras aborda a perfuração de apenas um poço (chamado “Morpho”). Já em um cronograma atualizado apresentado pela empresa, os estudos ambientais já preveem a perfuração de outros três poços no mesmo bloco (“Marolo”, “Manga” e “Maracujá”), entre 2027 e 2029.

    Segundo o MPF, além de prejudicar o conhecimento público sobre a proporção real das atividades previstas, ao licenciar um poço de cada vez, o impacto total é mascarado.

    Para o MPF, quando quatro poços são perfurados na mesma região, os riscos de vazamentos, o barulho das máquinas e o fluxo de navios se somam, criando um impacto muito maior do que seria mensurado ao considerar cada poço de forma individual e independente.

    A outra recomendação foca na pesquisa sísmica — um método que usa canhões de ar comprimido para emitir pulsos sonoros potentes e mapear o petróleo no fundo do mar.

    O MPF identificou que o licenciamento dessas pesquisas está avançando sem dados primários. Isso significa que a empresa responsável não foi ao local coletar informações reais sobre todo o ecossistema que vive ali.

    Entre as recomendações ao Ibama estão os seguintes pontos: 

    À Petrobras:

  • Carnaval: MPT recomenda à Prefeitura e Ambev maior apoio a ambulantes

    Carnaval: MPT recomenda à Prefeitura e Ambev maior apoio a ambulantes

    Imagem cedida ao Metrópoles
    Acampamento de ambulantes no Ibirapuera

    O Ministério Público do Trabalho (MPT) recomendou quatro medidas à Prefeitura de São Paulo e à Ambev, patroncinadora do Carnaval de São Paulo, após tomar ciência de que vendedores ambulantes estavam acampados nos arredores do Parque Ibirapuera, na zona sul da capital, em busca de espaço nos megablocos. As recomendações visam dar melhor estrutura aos trabalhadores.

    No documento, o órgão diz que os ambulantes devem ter centros de convivência à disposição ao longo dos dias do Carnaval, pontos de hidratação com água potável e contêiner com banheiros, separados por gênero, além de produtos de higiene disponíveis.

    Carnaval de SP: acesse o buscador do Metrópoles e escolha seu bloco

    O MPT também registra que os trabalhadores têm direito a depósitos e centros de distribuição dos produtos oficiais do Carnaval.

    Ainda de acordo com o MPT, a prefeitura e a Ambev devem providenciar itens como boné, camisa, colete, caixa térmica de isopor, guarda sol e gelo, além de capacitar os fiscais e ambulantes sobre como prestar o serviço com segurança.

    A Ambev, que é citada na recomendação por ter firmado acordo de exclusividade para a venda de bebidas em São Paulo, diz em nota que cumpriu todos os pontos previstos no contrato de patrocínio.

    “Como patrocinadora do Carnaval de São Paulo, seguimos rigorosamente as regras estabelecidas no edital de patrocínio divulgado pela Prefeitura. Oferecemos estrutura e kit para o credenciamento dos ambulantes, profissionais autônomos cuja atuação no evento é autorizada pela Prefeitura”, diz a empresa em nota.

    A Ambev patrocina o Carnaval de rua de São Paulo por R$ 30,2 milhões. A prefeitura credenciou 15 mil vendedores que vendem apenas as bebidas da empresa.

    Deputada denunciou falta de estrutura

    A deputada estadual Ediane Maria (PSol-SP) esteve no local para averiguar a situação dos vendedores ambulantes no entorno do Ibirapuera – parque que concentra megablocos com milhões de foliões. A vistoria resultou em denúncia encaminhada ao MPT.

    Segundo a parlamentar, os ambulantes estão sem acesso a água e banheiro e têm dificuldade de alimentação por conta dos preços praticados para compra de comida dentro do ambiente dos blocos.

    “A Prefeitura reservou apenas uma unidade de banheiro químico para cada 70 trabalhadores – que não são limpos de um dia para o outro e ficam em péssimas condições de higiene’”, disse a deputada em denúncia encaminhada ao MPT.

    O Metrópoles entrou em contato com a prefeitura, mas ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

  • "Minha senadora", diz Carlos sobre Michelle Bolsonaro candidata no DF

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro concede entrevista à imprensa após retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde levou o jantar ao marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro – Metrópoles 2

    Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) saiu em defesa, neste sábado (14/2), de uma candidatura de Michelle Bolsonaro (PL) à Casa Alta pelo Distrito Federal.

    “São duas vagas ao Senado em todos os estados e no Distrito Federal e minha senadora no DF é Michelle”, escreveu o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    São duas vagas ao Senado em todos os estados e no Distrito Federal e minha Senadora no DF é @Mi_Bolsonaro : pic.twitter.com/Qhm4jE3vcY

    — Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) February 14, 2026

    A mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro, no entanto, ainda não deu certeza se concorrerá ao cargo. Atualmente, ela está afastada das atividades do Partido Liberal (PL) por motivos de saúde e para cuidar do marido.

    Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Manoela Alcântara, Michelle se pronunciou após o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, anunciar que ela concorreria ao cargo.

     “O meu futuro político eu entrego nas mãos de Deus”, disse Michelle. Ela ainda completou: “Recebo com carinho as manifestações do povo brasiliense que deseja que eu os represente em um cargo majoritário. Como tudo em minha vida, o meu futuro político eu entrego nas mãos de Deus. Digo novamente, com o coração em paz: a minha prioridade é e sempre será o meu marido e minhas filhas”.

    Durante a entrevista à Jovem Pan, na sexta-feira (13/2), o enteado de Michelle afirmou que o único familiar a não disputar a eleição será Eduardo Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos.

    Jair Renan, o filho mais novo do clã Bolsonaro, deve tentar uma vaga na Câmara dos Deputados.

  • Bombeiros de SP fazem rapel para resgatar cão preso em pedreira. Vídeo

    Bombeiros de SP fazem rapel para resgatar cão preso em pedreira. Vídeo

    Reprodução/Corpo de Bombeiros de SP
    Bombeiros de SP fazem rapel para resgatar cão preso em pedreira

    O Corpo de Bombeiros de São Paulo utilizou um rapel para regatar um cão que estava há quatro dias “preso” em uma pedreira, com risco de cair de uma altura de cerca de 100 metros.

    O resgate ocorreu na última quinta-feira (12/2) em São Roque, no interior paulista, no Pico da Pedreira, conhecido popularmente como Pedreira do Marmeleiro. De acordo com a corporação, o cachorro havia sofrido uma queda e permaneceu na parte alta da encosta, de onde não conseguia sair.

    Diante da situação, uma equipe do 15º Grupamento de Bombeiros foi acionada. Os profissionais fizeram o reconhecimento do local a partir do topo da pedreira e constataram que o animal estava a aproximadamente 15 metros abaixo do ponto de acesso seguro.

    O sistema de rapel foi montado com ancoragens, seguindo os protocolos de salvamento em altura, possibilitando que os agentes alcançassem o cão, que foi imobilizado e içado juntamente com um dos bombeiros, com a ajuda de um sistema mecânico.

    Apesar do susto, o “cão aventureiro” saiu ileso e sem ferimentos.

  • Vini Jr. surpreende Virginia no Valentine's Day: "Acertou muito"

    Vini Jr. surpreende Virginia no Valentine's Day: "Acertou muito"

    Reprodução/Redes sociais.
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    Virginia Fonseca recebeu presentes do namorado, o jogador de futebol Vini Jr., em comemoração ao Valentine’s Day. A influenciadora ganhou um imenso buquê de rosas em formato de um “V” e uma bolsa de luxo.

    “Valentine’s Day por aqui. Chego no quarto e tem surpresas para mim e para as crianças”, comemorou Virginia, dizendo que Vini mandou presentes para seus filhos, Maria Flor, Maria Alice e Zé Leonardo.


    Valentine’s Day


    Ele sempre se faz presente, te amo, amor. Obrigada por tudo e acertou MUITO na bolsa rsrs”, completou.

     

    Ver essa foto no Instagram

     

    Um post compartilhado por Virginia (@virginia)

  • Vítima ou vilã? Como o signo de Milena no BBB interfere em suas ações

    Vítima ou vilã? Como o signo de Milena no BBB interfere em suas ações

    Reprodução/Redes socias e Globo.
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    Milena chegou ao BBB26 chamando atenção dentro e fora da casa. Entre lágrimas, reações intensas e conflitos, o público passou a se perguntar: ela é vítima das circunstâncias ou uma vilã em formação? Para quem acompanha astrologia, a resposta pode estar no signo de Peixes. O signo é conhecido pela sensibilidade, empatia profunda e forte conexão com o mundo emocional. Fica então a dúvida: Milena está apenas vivendo a intensidade pisciana ou usando essa energia como estratégia no jogo?

    O checklist de Peixes na Milena

    Piscianos costumam captar o clima dos ambientes com facilidade. Sentem antes mesmo de entender racionalmente. Em Milena, isso aparece nas reações às provocações e às tensões da casa. Há quem diga que ela realmente “sente a energia” e reage ao que está no ar.

    Continue a leitura no site João Bidu, parceiro do Metrópoles. 

  • Vazamento de dados no Agibank foi o 21º desde o lançamento do Pix

    Vazamento de dados no Agibank foi o 21º desde o lançamento do Pix

    Reprodução
    Banco de imagem dinheiro real moeda digital valor Pix - Metrópoles

    , comunicada pelo Banco Central (BC) nessa sexta-feira (13/2), foi o primeiro episódio do tipo neste ano de 2026 e o 21º desde o lançamento do sistema de transferências e pagamentos instantâneos pelo BC.

    O Pix foi lançado em novembro de 2020 pela autoridade monetária e, desde então, vem se tornando o meio preferencial de pagamento pelos brasileiros. Nesses pouco mais de cinco anos, foram registrados 21 vazamentos de dados relacionados à plataforma.

    A exposição de dados, por si só, não significa que todas as informações tenham vazado – mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e, eventualmente, podem ter sido capturadas. O vazamento indica que os dados chegaram a ser consultados.

    O caso está sob investigação interna do BC, que pode aplicar sanções aos envolvidos. A legislação prevê a aplicação de multas, suspensão e até a exclusão do sistema Pix, em situações mais graves.

    Em todos os 21 incidentes envolvendo chaves Pix desde o lançamento do sistema, houve exposição de informações cadastrais, mas não de senhas nem de saldos bancários.

    Por determinação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o BC tem uma página na internet na qual os cidadãos podem acompanhar os incidentes envolvendo a chave Pix ou outros dados pessoais sob poder da autoridade monetária.

    A LGPD (Lei nº 13.709/2018) regula o tratamento de dados pessoais (coleta, armazenamento, uso e compartilhamento) por empresas e órgãos públicos. A legislação visa a garantir privacidade, liberdade e controle dos cidadãos sobre suas informações, exigindo transparência e segurança no manejo de dados.

    O vazamento no Agibank

    De acordo com a autoridade monetária, o incidente ocorreu entre os dias 26 de dezembro de 2025 e 30 de janeiro de 2026, em função de “falhas pontuais” nos sistemas do Agibank. Foram afetadas 5.290 chaves Pix.

    Segundo o BC, os dados que acabaram expostos têm natureza cadastral e não permitem a movimentação de recursos ou o acesso a contas de clientes. Não houve, portanto, vazamento de dados como nomes dos usuários ou números de agências e contas.

    “Não foram expostos dados sensíveis, tais como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário”, afirmou o BC.

    Ainda de acordo com a autoridade monetária, as pessoas afetadas pela falha de segurança serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo ou do internet banking de suas instituições de pagamento.

    “Nem o BC nem as instituições participantes usarão quaisquer outros meios de comunicação aos usuários afetados, tais como aplicativos de mensagens, chamadas telefônicas, SMS ou e-mail”, diz o BC.

    Também por meio de nota, o Agibank informou que o incidente comunicado pelo BC foi pontual, identificado prontamente e corrigido de forma imediata.

    “Desde o primeiro momento, a prioridade absoluta foi a proteção dos clientes e usuários da plataforma, com a adoção de medidas técnicas e preventivas adicionais. Vale destacar que até o momento nenhum cliente foi impactado financeiramente”, afirmou a instituição financeira.

    O Agibank é uma instituição financeira fundada em 1999 (então como Agiplan), que combina contas 100% digitais com uma rede física de mais de mil pontos de atendimento.

    Com foco em inclusão financeira, o banco atende a um público amplo e atua nos segmentos de crédito consignado, empréstimos pessoais, cartões de crédito e débito e investimentos.

  • Gisèle Pelicot diz querer falar com ex-marido, condenado por estupro

    Gisèle Pelicot diz querer falar com ex-marido, condenado por estupro

    Getty Images
    Gisèle Pelicot

    Gisèle Pelicot, a mulher que denunciou o então marido após descobrir que foi drogada e estuprada durante anos por dezenas de homens na França, falou que quer encontrar o ex-marido na prisão porque ainda precisa de “respostas”. Dominique Pelicot foi sentenciado a 20 anos de prisão.

    Uma dessas questões é a possibilidade de que o ex-marido tenha estuprado, também, a filha do casal, Caroline. Fotos dela dormindo de roupa íntima foram encontradas no laptop do pai e deu explicações contraditórias sobre isso. “O olhar incestuoso que ele lançava para a filha era absolutamente insuportável”, diz Gisèle a rede de televisão BBC.

    Segundo ela, Caroline foi condenada a um “tormento perpétuo” ao descobrir as fotos. “A Caroline precisou de tempo, porque está cheia de ódio e raiva – sentimentos que eu não tenho”, diz Gisèle. “Eu não sinto ódio nem raiva. Me senti traída e ultrajada pelo sr. Pelicot, mas é assim que eu sou.”

    Na longa entrevista, Pelicot revela como foi o momento em que descobriu que seu marido a drogava e a estuprava. Ele tinha sido intimado por filmar secretamente por baixo das saias de mulheres em um supermercado e ela o acompanhou à delegacia.

    No local, um policial fez algumas perguntas a ela e depois mostrou uma foto de uma mulher, aparentemente sem vida. “Eu não me reconheci”, diz ela. “Essa mulher estava deitada na cama como se estivesse morta. Havia homens ao lado dela. Eu não os reconheci. Eu não os conhecia. Nunca os tinha visto.”

    Foi nesse momento que ela descobriu que vinha sendo estuprada por dezenas de homens. Toda a ação, orquestrada por seu então marido, era gravada. Apesar disso, muitos dos homens não puderam ser identificados nas filmagens.

    O caso Gisèle Pelicot

    Em 19 de dezembro de 2024, Dominique foi considerado culpado por estupro com agravantes e por gravar e distribuir imagens das violações. A pena de 20 anos é a máxima para esse tipo de caso no país. Dominique também foi considerado culpado por gravar imagens sexuais de sua filha e de suas duas noras.

    No ano passado, a Revista Time a elegeu uma das mulheres do ano por sua coragem. De acordo com a revista, Pelicot “está galvanizando um movimento para sobreviventes de violência sexual”.

  • À Justiça, Fictor diz que investidores eram sócios: "Relação clara"

    À Justiça, Fictor diz que investidores eram sócios: "Relação clara"

    Divulgação/Fictor
    Consórcio liderado pela Fictor Holding Financeira pediu ao Banco Central para comprar o Banco Master S.A Metrópoles 10

    Em petição apresentada ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a Fictor afirmou que a relação dos investidores com o grupo era de sociedade e não de credor e devedor. A interpretação é importante porque, se considerados como sócios da Fictor no processo de recuperação judicial, os investidores vão, na melhor das hipóteses, para o fim da lista de possíveis pagamentos.

    “Ora, era formada uma relação contratual por meio de Sociedades em Conta de Participação, onde os sócios participantes contribuíam com aportes de capital social para o desenvolvimento da atividade de comercialização de grãos em que o sócio ostensivo – Fictor Invest – contribuía com os seus serviços gerenciais e o resultado, por sua vez, era partilhado entre as partes na forma de dividendos”, argumentam os advogados advogados da Fictor.

    No documento, a Fictor afirma, ainda, que “a relação societária é clara”. “Não há que se falar em ignorância ou desconhecimento da relação contratual vivenciada pelas partes, não se trata de termo de adesão, mas de um contrato de sociedade e que, por sua vez, comportava aportes expressivos.”

    Por fim, os advogados pedem que “seja reconhecida a completa inexistência de relação de consumo entre as partes, ante a clara existência de pretérita relação societária e, com a rescisão, a latente relação creditória”.

    Como mostrou o Metrópoles, as Sociedades em Conta de Participação, conhecidas pela sigla SCPs, eram o carro-chefe da Fictor, que ganhou os holofotes ao anunciar que compraria o Banco Master por R$ 3 bilhões na véspera da operação que prendeu os principais dirigentes da instituição financeira.

    O modelo permite que investidores aportem capital em um projeto sem se expor, enquanto um sócio ostensivo – a Fictor, no caso – conduz o negócio, dividindo lucros sem chamar a atenção da Receita Federal e da Comissão de Valores Imobiliários (CVM).

    Na prática, os investidores assinavam contratos nos quais passavam a ser sócios ocultos da Fictor em troca de retornos fixos variando de acordo com o dinheiro investido.

    A coluna mostrou que, logo após apresentar à Justiça pedido de recuperação judicial, a Fictor enviou aos investidores um comunicado no qual avisa sobre o distrato do contrato firmado entre a empresa e quem aportou dinheiro no grupo na expectativa de receber rendimentos.

    “Por meio do presente, Fictor Invest, na qualidade de sócia ostensiva, vem, formalmente, comunicar a decisão de promover o distrato da Sociedade em Conta de Participação”, diz o texto enviado aos investidores dia 1ª de fevereiro.

    No comunicado, a Fictor recorre a uma linguagem empolada e formal ao anunciar a medida aos investidores sem dar qualquer pista sobre a devolução dos valores aplicados. Após anunciar o distrato, o texto lista os motivos que teriam levado a Fictor à recuperação judicial.

    “A deliberação decorre do atual cenário enfrentado pelo Grupo Fictor, impactado pelos acontecimentos amplamente divulgados na mídia relacionados à tentativa de aquisição do controle acionário do Banco Master S.A. liderado pelo sócio fundador do grupo. O evento produziu efeitos colaterais relevantes sobre a confiança do mercado e sobre o ambiente reputacional da Fictor, os quais, de maneira reflexiva e inevitável, acabaram por alcançar as Sociedades em Conta de Participação poe ea estruturadas, ainda que tais SCPs não estejam diretamente envolvidas nos fatos que deram origem às referidas notícias”, diz o comunicado.

    Em seguida, a Fictor trata os investidores como sócios. “Diante desse contexto, visando preservar o direito e manter equanimidade no tratamento entre os sócios,a sócia ostensiva [Fictor] por entender que a formalização do distrato das SCPs representa a medida mais adequada para preservar a segurança jurídica, os interesses dos sócios participantes e a escorreita prestação de contas, informa desde já a rescisão unilateral por parte da Fictor Invest.”

    O texto termina sem dar indicações concretas sobre o destino do dinheiro aportado por investidores da Fictor. “O distrato é válido desde a presente data (1/2), e o seu instrumento será devidamente encaminhado com detalhamento das condições aplicáveis, incluindo, quando pertinente, a forma de encerramento das atividades, eventuais ajustes patrimoniais , quitações, renúncias e demais disposições necessárias.”